Após o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), protocolar requerimento para a instalação de uma CPI para investigar um suposto balcão de negócios dentro do Ministério da Educação no Senado, membros da base governistas já se articulam para tentar barrar a instalação da comissão.
O próximo passo para a instalação da CPI é a leitura do requerimento em plenário pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Não há prazo para isso. Até lá, senadores podem retirar ou acrescentar assinaturas até a meia-noite do dia em que o documento for lido em plenário.
Uma das estratégias adotadas pelos aliados do presidente Bolsonaro (PL) é tentar retirar a adesão ao documento, que conta conta com a assinatura de 30 senadores, três a mais que o necessário. Os governistas investem, sobretudo, na retirada das assinaturas do senador Giordano (MDB-SP) e do líder do MDB, Eduardo Braga.
Procurado pelo RealTime1, no entanto, o senador amazonense descartou essa possibilidade e disse que vai manter a assinatura dele no pedido de CPI do MEC.
Em outra frente, lideranças governistas também apontam que possuem três CPIs já protocoladas anteriormente e argumentam que a instalação deve seguir uma ordem de antiguidade. Governistas ameaçam ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que esse critério seja seguido.
*Da redação, com informações da Folhapress
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