De janeiro a março deste ano o Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE) recebeu apenas cinco projetos para análise. Houve queda no envio de projetos, o que foi agravado ainda, pelos distratos decorrentes dos problemas econômicos ocasionados pela pandemia.
Atualmente, o CIDE conta com 25 projetos, entre os submetidos à análise e os que já recebem consultoria. São projetos voltados às áreas de desenvolvimento de softwares, automação, cosméticos, alimentação, game e inteligência artificial.
De acordo com a consultora de negócios e coordenadora de implantação do Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (Cerne) do CIDE, Elizabeth Cruz, os projetos entregues para análise nos primeiros meses deste ano estimam investimentos de R$10 milhões para o desenvolvimento das iniciativas.
Porém, ela afirma que o volume de trabalhos em desenvolvimento teve redução. Por conta da pandemia, empreendedores deixaram de ter condições financeiras para dar andamento aos trabalhos e optaram por fechar as portas das empresas.
“Estamos fazendo um levantamento para obter os números de 2020 e o total de 2021 de empresas que fecharam as portas. Já localizamos sete empresas que fizeram distratos por não conseguirem se manter em atividade durante a pandemia. Vemos que as empresas que estão iniciando não conseguem se adequar às vendas virtuais e por isso não seguem em atividade”, analisou.
No último ano, o CIDE gerou 318 postos de trabalho diretos.
Quem pode buscar auxílio do CIDE
Qualquer empreendedor pode buscar auxílio por meio de consultorias do CIDE. O período de incubação é de 4 anos, nos quais a empresa passa pela fase de instalação, desenvolvimento, crescimento e consolidação no mercado.
“O empreendedor pode nos procurar, receber mentoria antes de submeter sua ideia para avaliação. Após submeter, a proposta será avaliada por uma banca composta por contador, consultor de negócios e economista”, comenta Elizabeth Cruz .
A empresa recebe apoio por meio de consultorias, mentorias, capacitações, inserção em projetos, entre outros.
Para ter acesso ao acompanhamento do CIDE, o empreendedor investe o seguinte valor: para coworking, que é o ambiente compartilhado – a partir de R$275; para galpões com 125metros quadrados – R$2,1mil; e salas de 20 e 40 metros quadrados com valores de R$700 e R$1,4mil respectivamente.
Reportagem: Priscila Caldas
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