Mesmo em meio ao cenário de desabastecimento global de semicondutores, a Volare, fabricante e marca de microônibus da Marcopolo, contabilizou no primeiro trimestre deste ano crescimento de 92% na receita líquida, com faturamento superior a R$270 milhões. O incremento foi puxado pela necessidade de renovação e aumento das frotas de microônibus demandada pelo período de pandemia da Covid-19.
Conforme a empresa, o distanciamento social determinado pelas autoridades sanitárias favoreceu o mercado de fretamento e de transporte de passageiros, demandando a substituição de vans por micros para a garantia do transporte de pessoas com maior segurança à saúde.
Termômetro
O gerente nacional de vendas da Volare, Sidnei Vargas, afirma que o Amazonas tem representatividade expressiva no segmento de fretamento por abrigar o Polo Industrial de Manaus (PIM), concentrando indústrias dos diversos setores produtivos.
“O Amazonas é um termômetro do mercado brasileiro, já que é um dos polos produtivos mais importantes do país e um forte mercado no segmento de fretamento. No primeiro trimestre de 2021, entregamos 43 veículos para clientes de Manaus, o que representa um market share de 59% no estado. Em maio, a nova linha New Attack chegou ao mercado amazonense com 75 unidades vendidas em poucas semanas, entregues para oito empresas manauaras por intermédio da concessionária Macrobus”, informou Vargas.
Segundo o gerente, para o segundo semestre, a previsão é que com o avanço da vacinação a locomoção por meio de transporte coletivo normalize. Mesmo assim, a fabricante seguirá na busca por viabilização de transportes que garantam a segurança sanitária.
“O nosso segmento seguirá atento e a Volare identificando possibilidades de auxiliar neste crescimento, com veículos com mais opções de lugares, soluções em biossegurança e adequações às normas de prevenção ao novo coronavírus. A linha New Attack, já vendida no estado do Amazonas, é uma resposta efetiva às perspectivas do crescimento”, comentou.
Texto: Priscila Caldas
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