A crise global dos componentes segue prejudicando a atividade industrial, no estado. O Polo Industrial de Manaus (PIM) opera com 70% da capacidade instalada e sem poder atender às novas prospecções, posterga as negociações com clientes.
Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, com produção reduzida, as fabricantes ficam impossibilitadas de atender aos novos pedidos.
Azevedo afirma que os pretensos clientes das indústrias instaladas no estado aguardam a normalização do abastecimento de componentes. O tempo de atraso no fornecimento dos insumos chega a até 90 dias.
“Recebemos consultas, prospecção de negócios, demandas às fabricantes do PIM. Mas em meio ao cenário atual, os empresários que querem fechar negócios com a indústria local optam por esperar a normalização quanto ao desabastecimento e também aguardam o fortalecimento da cadeia de suprimentos local”, comentou o empresário.
Crise ainda não gera desemprego
De acordo com Nelson Azevedo, as empresas procuram manter a mão-de-obra. Ele descarta a possibilidade de demissões porque a demanda se mantém crescente.
“As empresas não estão demitindo, mas sim, tentando manter os empregos. Apesar da redução na produção, esperamos ter um segundo semestre de melhores resultados. A demanda pelos produtos é crescente”, disse.
Suframa não foi comunicada sobre paralisações
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou por meio de nota que nenhuma fabricante informou, até o momento, sobre interrupção na produção ou encerramento das atividades da indústria por conta da falta de componentes.
A autarquia ainda destacou que as empresas são desobrigadas a comunicar sobre alterações na produção.
“A Suframa não recebeu comunicação de fabricantes até o momento. Vale ressaltar que as empresas não possuem a obrigatoriedade de comunicar a autarquia sobre interrupções ou encerramentos se não possuírem projetos aprovados para fins de usufruto do benefício fiscal, uma vez que o incentivo fiscal é concedido ao produto produzido (NCM) e não à empresa (CNPJ). A partir do momento que a empresa deixa de produzir, ela automaticamente passa a não receber o incentivo”, cita a nota.
Texto: Priscila Caldas
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