quarta-feira, 23 de setembro de 2026
POLÍTICA

Orçamento da CMM é desbloqueado, mas Caio André quer valores devidos pela Prefeitura

Presidente da CMM diz que prefeitura está devendo R$9 milhões em repasses para a casa legislativa.
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Presidente da CMM, em coletiva de imprensa. (Foto: Marcos Lima/RealTime1)

Um dia após rejeitar o pedido de empréstimo por parte da Prefeitura de Manaus no valor de R$600 milhões junto ao Banco do Brasil, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) amanheceu nesta quinta-feira (09/11) com as contas bloqueadas.

Em nota, a Prefeitura de Manaus disse que promoveu uma correção no Sistema de Administração Financeira Integrada Municipal (Afim), em relação aos pagamentos destinados à Câmara Municipal de Manaus (CMM) em 2023.

O desbloqueio das contas da Câmara Municipal aconteceu assim que o presidente da CMM, vereador Caio André, convocou entrevista coletiva de imprensa para relatar o acontecido.

“Essa prática representa uma interferência do Poder Executivo sobre o Legislativo municipal e isso é inaceitável e terminantemente vedado pela Constituição Federal. Não vamos aceitar essa interferência na nossa autonomia enquanto Poder Legislativo. A nossa Constituição prevê claramente que os poderes devem ser independentes e harmônicos”, fez questão de ressaltar o presidente da Caio André.

Em nota distribuída à imprensa, a gestão de David Almeida afirmou que a Câmara Municipal já teria recebido R$242 milhões este ano, e que os repasses já excederam o limite constitucional.

Em entrevista ao RealTime1, Caio André reafirmou que, ao contrário do que afirma a Prefeitura, o Executivo Municipal é quem tem repasses pendentes a serem pagos para a Câmara Municipal e que foram solicitados por ofício encaminhado à Secretaria Municipal de Finanças (Semef), na manhã desta quarta-feira (8/11).

Os recursos tratam da disponibilidade orçamentária e financeira referente à devolução e dedução de receita oriunda da Contribuição para Custeio de Iluminação Pública (Cosip), correspondente a R$ 9 milhões 609 mil arrecada no período de 2018 a 2022 e que ainda não foram repassados à Câmara Municipal.

Ofício CMM

Segundo Caio André, o bloqueio por parte do Executivo Municipal, que detém o controle dos repasses do orçamento, impossibilitou a execução das despesas que precisam ser empenhadas para o mês de novembro, inclusive pagamentos de servidores e fornecedores.

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