terça-feira, 22 de setembro de 2026
TRECHO DO MEIO

Observatório critica uso de dados fora do contexto sobre BR-319

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br-319
Rodovia BR-319 aguarda há decadas licenciamento para pavimentação do "Trecho do Meio" (Foto: Divulgação/Dnit)

O Observatório BR-319 divulgou uma nota criticando o uso descontextualizado de seus dados pela Advocacia Geral da União (AGU) em um recurso relacionado à anulação da Licença Prévia (LP) para o trecho do meio da BR-319, entre os quilômetros 250 e km 655,7.

A licença, emitida pelo Ibama em julho de 2022, atestava a viabilidade ambiental do projeto de repavimentação dos 405km em questão.

Segundo o Observatório, a AGU usou informações da entidade de forma parcial para criar base aos argumentos apresentados e reverter a suspensão da licença.

A entidade apontou que a redução do desmatamento em 8 dos 13 municípios da área de influência da rodovia, mencionada pela AGU, tomou como base dados de apenas um mês, o que não reflete a realidade ambiental da região.

“É importante destacar que os dados de desmatamento no Interflúvio Madeira-Purus apresentam variações mensais e sazonais, e uma queda pontual não reflete uma tendência consolidada” afirmou o OBR-319.

Dados históricos da rede mostram que, entre julho e setembro, os índices de desmatamento são alarmantes, com um aumento constante nos últimos anos.

A AGU mencionou uma redução de desmatamento em maio de 2024, mas o município de Beruri, por exemplo, registrou aumento de 2.000%, o que demonstra que a situação é mais complexa do que os dados apresentados sugerem.

O Observatório BR-319 reforçou seu compromisso com a divulgação de informações técnicas e rigorosas.

“Por meio do fomento à governança, protagonismo e autonomia das populações locais, o Observatório BR-319 seguirá atento e comprometido com a divulgação e análise de dados que contribuam para a conservação e o desenvolvimento da Amazônia” destaca a nota.

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