O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, Omar Aziz (PSD), avaliou como produtivas as duas primeiras sessões da CPI, que escolheram os dirigentes e deliberaram sobre a convocação de pessoas, aprovando quase 200 requerimentos com pedidos de informações de órgãos do Governo Federal, Estados e Municípios.
Omar também sinalizou que a investigação se dará de maneira cronológica, desde o início da pandemia até os dias de hoje, um tipo de metodologia que foi contestada pelo senador João Paul Rattes (PT-RN), que solicitou ao relator Renan Calheiros que inclua temas e problemas que estão sendo enfrentados agora.
“É preciso tomar providência sobre coisas que estão acontecendo agora. Aqui no meu Estado, o governo e os municípios não podem comprar de seus fornecedores habituais os insumos hospitalares porque o Governo Federal requisitou toda a produção para centralizar a distribuição. Isso é um absurdo! Mossoró (segunda maior cidade potiguar) tem um estoque que vai acabar nos próximos dias”, revelou Rattes.
Para Omar, contudo, é necessário conhecer tudo o que aconteceu, saber as tomadas de decisões para que a CPI possa ter conclusões sobre perguntas feitas pelos brasileiros. “Por que tivemos um número tão grande de óbitos?, por que houve falta de oxigênio em Manaus?”, elencou.
O senador citou que a CPI terá ações afirmativas para destravar problemas que afetam o combate à pandemia. “Vamos procurar trazer vacinas sim. A coisa mais importante nesse momento é vacinar todos os brasileiros. É importante ter um programa nacional (de imunização), ter um protocolo único (e centralizado)”, disse o senador, ponderando que não se pode tolerar “o governador falando uma coisa, o presidente falando outra e o prefeito outra”.
Para o senador pelo Amazonas, o mais importante no trabalho da CPI será ajudar o Brasil a salvar vidas. “Esse é o principal objetivo: salvar vidas”, frisou.
Texto: Gerson Severo Dantas
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