sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Novos portos flutuantes auxiliam produção rural no interior do AM

As estruturas auxiliam no escoamento da produção quanto no transporte de passageiros.
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Ao todo, 28 comunidades em 26 municípios já foram atendidas. (Foto: Divulgação)

Melhoria na logística de transporte das pessoas e no escoamento da produção rural da agricultura familiar. Esses são os principais benefícios dos portos flutuantes implantados pelo Governo do Amazonas no interior do Estado. O programa entra em fase final, faltando a instalação das estruturas em dois municípios.

De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), o programa criado pelo governador Wilson Lima tem investimentos de R$ 40,1 milhões na construção de portos com estruturas modernas e abastecidos por energia solar. Até o momento, 31 terminais flutuantes foram construídos em mais de 20 municípios amazonenses.

A reportagem do RealTime1 entrevistou o titular da Seinfra, Carlos Henrique Lima, que disse que a nova estrutura vai impulsionar a economia nas comunidades.

“Esses terminais foram pensados ​​como opção de abrigo e suporte para a população ribeirinha, que frequentemente perdia a produção, como farinha, mandioca e outros insumos, devido à exposição ao sol e à chuva enquanto aguardava as embarcações.”

Estrutura dos terminais flutuantes

Cada terminal flutuante possui uma estrutura de 168 m², com uma área coberta de 8,20 m por 10 m. Os terminais possuem oito bancos, lixeiras de coleta seletiva, seis refletores alimentados por energia solar, duas boias salva-vidas, três extintores, rampa de acesso com guarda-corpo e uma luminária de sinalização náutica autônoma.

Quais comunidades já possuem os terminais flutuantes?

De acordo com a Seinfra, ao todo, 28 comunidades em 26 municípios já foram atendidas. São elas:

Novo Céu, em Autazes; Bom Jesus do Canela, em Maués; Cachoeirinha e Democracia, em Manicoré; Foz do Tapauá, em Tapauá; Sagrado Coração de Jesus do Lago Preto do Ramos, em Boa Vista do Ramos; Distrito de Arixi; Porto da cidade de Juruá; Distrito de Cametá do Ramo, em Barreirinha.

Além das comunidades de Campo Alegre, em São Paulo de Olivença; Porto de Auxiliadora, em Humaitá; Antigo porto da cidade de Nhamundá; Distrito de Nogueira, em Alvarães; Vila do Cuianã, em Anori; Porto Copatana, em Jutaí; Santa Maria do Pupunha I, em Beruri; Caimbé, em Tefé; Santana, em São Sebastião do Uatumã;

E ainda, Vila de Tabocal, em Urucurituba; Sede de Atalaia do Norte; Nova Itália, em Amaturá; Distrito de Mocambo, em Parintins; Porto de Moura, em Barcelos; Bom Socorro do Zé Açu, em Parintins; Purupuru, no Careiro; Porto da Estrada do Curupira, em Nova Olinda do Norte; e Feijoal e Filadélfia, em Benjamin Constant.

Quais os benefícios dos terminais flutuantes?

Para o secretário Carlos Henrique Lima, as estruturas levam desenvolvimento social e econômico para a população.

“Estamos trabalhando e seguindo a determinação do governador Wilson Lima de levar infraestrutura e desenvolvimento para toda a população amazonense. Esses terminais flutuantes possuem estrutura moderna e proporcionarão condições para que as comunidades possam escoar e transportar mercadorias e pessoas com facilidade e segurança”, destaca.

O prefeito de São Sebastião de Uatumã, Jander Barreto, falou sobre as mudanças que o terminal representou na comunidade de Santana.

“Beneficiou muito os produtores a escoarem sua produção e também os moradores que precisam ir até a sede do município. Antes haviam vários problemas estruturais, que geravam situações desconfortantes para a nossa população, e graças ao terminal flutuante foram resolvidos”, relatou.

Na comunidade de Caiambé, em Tefé, o terminal flutuante trouxe vários benefícios, inclusive para as várias comunidades próximas, destacou o secretário de infraestrutura do município, Ruy Silva Barbosa.

“Dentre os benefícios podemos destacar as facilidades e o abrigo seguro para os passageiros que utilizam deste porto; segurança, pelo fato de não termos mais embarque e desembarque em passarelas provisórias de madeiras. Além de facilidades e ganhos no escoamento da produção, mais segurança , abrigo e proteção dos produtos, e a redução do tempo na transferência e recebimento destes produtos”, disse.

Construções Futuras

A Seinfra informou que ainda faltam ser entregues os terminais flutuantes nas comunidades Porto Betânia, em Santo Antônio do Içá; Distrito de Axinim, em Borba; e Menino Deus do Rio Curuçá, em Boa Vista do Ramos.

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