O deputado Marcelo Ramos (PL) assumiu o primeiro mandato na Casa Legislativa em 2019 e, desde lá, mostrou que não está para brincadeira.
Sob a confiança do atual presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ), Ramos assumiu a função de articulador, e, posteriormente a presidência das principais comissões da Câmara: a da Previdência e a da 2ª instância.
Agora ele está no lado oposto na disputa do cargo ocupado por Maia, que apoia o candidato Baleia Rossi (MDB).
Marcelo bem que tentou costurar a sua candidatura para a presidência da Casa, mas acabou sendo candidato a vice-presidente na chapa liderada por Arthur Lira (PP-AL).
“Ser indicado ao cargo de vice-presidente da Câmara, por si só, já é uma grande honra para mim, um deputado federal de primeiro mandato, e porque, desde 1982, o Amazonas não ocupa uma vaga na Mesa Diretora da Câmara. Penso que essa eleição é muito significativa para nosso Estado do Amazonas, em especial, pelo compromisso que o nosso candidato a presidente, o deputado Arthur Lira (PP-AL), firmou, presencialmente, no nosso Estado”, afirmou.
“Arthur e eu vamos atuar pela manutenção das vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus, e lutar para ter a garantia de recursos, junto ao governo federal, para a recuperação da BR-319”, observou o parlamentar.
Caso lira seja eleito, Marcelo quebra um jejum de 39 anos e coloca de novo um parlamentar do Amazonas na Mesa Diretora. O último que ocupou uma vaga nos 11 cargos disponíveis foi Joel Ferreira em 1982.
Articulado
Marcelo Ramos, que é advogado por formação, incorreu pelos caminhos da política desde a adolescência, quando assumiu o grêmio estudantil do colégio La Salle.
Da presidência do grêmio estudantil para a do Centro Acadêmico da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) foi questão de tempo, posteriormente entrou para política partidária.
Em 1993, aos 20 anos se filiou ao PCdoB, e atuou ao lado do “cara pintada” Linderbeg Farias (PT-RJ) nos movimentos estudantis. Pelo partido, ele concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Manaus.
Saiu do partido em 2010 e ingressou no também esquerdista PSB. Ali permaneceu até 2016, quando mudou a bandeira política e migrou para o PL.
Marcelo foi vereador, deputado estadual e agora exerce seu primeiro mandato na Câmara dos deputados.
“Nossa mobilização e da nossa bancada no Congresso deve, em função da urgência, no curto prazo, fazer chegar ao nosso estado insumos importantes, como oxigênio, e buscar apoio no sentido de remover pacientes para outros estados que estejam em situação melhor do que a do Amazonas. No médio e longo prazos, devemos atuar na estruturação da rede pública de saúde e na atração de profissionais da área, que são numericamente insuficientes no Amazonas.”, comentou o deputado.
Texto: Daniela Tipiti
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