O deputado federal Zé Re Ricardo (PT-AM), que após quatro anos na Câmara Federal não conseguiu se reeleger, está se articulando para ser o indicado para assumir a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
No entanto o político, nem de longe, é visto pela classe empresarial do Amazonas como a melhor opção para comandar a autarquia.
Jogo de poder
Mas nesse jogo de poder, quais forças políticas indicarão o futuro superintendente da autarquia, que tem a missão de promover o desenvolvimento socioeconômico da região?
Desempregado a partir do dia 1º de fevereiro, Zé Ricardo corre contra o tempo para se gabaritar para o cargo, e seria o nome que o Partido dos Trabalhadores do Amazonas tenta emplacar.
No entanto, sabe-se que os senadores Omar Aziz e Eduardo Braga são os parlamentares amazonenses que possuem junto ao presidente Lula, maior influência na decisão.
Empresários ouvidos pelo Portal RealTime1 têm sérias restrições quanto ao nome de Zé Ricardo, que além de ter pouca interlocução com a indústria terá dificuldades em encontrar o equilíbrio necessário entre os interesses dos trabalhadores e investidores do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Trabalhadores x Empresários
Ao longo de sua vida política, Zé Ricardo ficou marcado por defender e manter o diálogo restrito aos trabalhadores, por vezes, sem entender os anseios dos empresários e empresas.
Com visão mais voltada para as camadas sociais, sempre teve atuação tímida e com pouca visibilidade sobre seu entendimento técnico de assuntos que envolvam inovação, indústria, pesquisa e desenvolvimento, primordiais para o cargo de superintendente da Suframa.
Zé Ricardo sempre foi visto como coadjuvante nas batalhas da bancada amazonense contra os ataques à Zona Franca.
“Nunca foi a liderança de articulação ou de apresentar possíveis soluções”, justificam empresários.
Quem opera na ZFM, diz ainda que o petista “é considerado como um comandado e não possui o perfil de comandante, que será responsável por atrair empresas e investimentos, tendo que exercer um perfil de solucionador e não de oposição como sempre atuou”, complementam.
Esses fatores colocam o deputado federal petista com grande desconfiança diante das empresas e empresários do polo industrial , que não acreditam que ele possa ser um interlocutor de seus interesses, uma vez que ganhou visibilidade no lado oposto aos interesses das empresas.
Perfil para a ZFM
Para os empresários e economistas consultados pelo RealTime1, o superintendente da Suframa precisa ter conhecimento da indústria 4.0, conhecer o ecossistema de inovação, pesquisa e desenvolvimento para ajudar a colocar a Zona Franca como referência num futuro próximo.
“É preciso liderar e ter interlocução com investidores para atrair mais investimentos e empreendimentos para a região. É clara a necessidade de trabalhar para manter os incentivos das empresas instaladas na região para que o modelo Zona Franca de Manaus continue com competitividade, além de ser protagonista nas soluções de melhoria de infraestrutura e logística, além de fomentar a bioeconomia, bioindústria como mais uma das matrizes econômicas do modelo.
Não se pode pensar em mudar o modelo econômico atual, pois isso não se faz do dia para noite. Mas sim criar condições para sua modernização tecnológica para que possa continuar gerando riquezas para a região”, avaliam.
Da Redação
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