A possibilidade de transformar o Aeroporto Eduardo Gomes no primeiro hub internacional de passageiros do Brasil, externada pelo grupo francês Vinci Airports, gera boas expectativas aos empresários do setor de turismo do Amazonas. Os administradores acreditam que a adaptação do aeroporto como centro de distribuição de voos e de passageiros resultará em visibilidade e consequente incremento econômico ao segmento local.
O anúncio da pretensão de transformar o aeroporto de Manaus em hub internacional aconteceu na quarta-feira (7), após o arremate do Bloco Norte, na rodada de leilões de concessões em infraestrutura promovida pelo Ministério da Infraestrutura.
Para o empresário Olímpio Carneiro, proprietário de uma agência de turismo, o anúncio feito pelo grupo Vinci Airports sinaliza esperança de dias melhores no setor turístico, afetado severamente pela pandemia.
Carneiro acredita que Manaus, ao ser transformada em um ponto de conexão central entre as rotas internacionais, receberá maior fluxo de passageiros, público que, segundo ele, pode gerar consumo nos diversos setores econômicos.
“A consolidação desse projeto com certeza vai impulsionar o setor turístico do estado. Manaus terá operações de países da América Latina e Central e nas conexões, de um ou dois dias, por exemplo, os estrangeiros conhecerão a cidade, os restaurantes, os hotéis e isso gerará consumo, investimentos para o setor”, disse.
Na avaliação do proprietário da agência de turismo Amazon Gero Tours e do hotel de selva Ararinha Jungle Hotel, Geraldo Mesquita, a possibilidade do hub internacional, poderá proporcionar visibilidade ao Amazonas e aos pontos turísticos.
“O Amazonas é pouco divulgado e o trabalho dos órgãos competentes nas esferas estadual e municipal são insatisfatórios. Um hub representará um link entre os destinos internacionais e o Amazonas, viabilizará divulgação do destino local”, comentou.
Reportagem: Priscila Caldas
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