O grupo francês Vinci Airports, que arrematou o Bloco Norte, na rodada de leilões de concessões em infraestrutura InfraWeek, promovida pelo Ministério da Infraestrutura, na manhã desta quarta-feira (7), pretende aproveitar a localização estratégica de Manaus para transformar o Aeroporto Eduardo Gomes no primeiro hub internacional de passageiros do Brasil.
A possibilidade foi anunciada pelo representante do grupo Vinci, Julio Ribas, em entrevista coletiva concedida após o leilão.
Na aviação civil, hub é o termo utilizado para designar aeroportos que servem como centro de distribuição de voos e de passageiros, concentrando grande número de conexões.
“O Norte depende de conexões. Não há estradas e por rios toma muitas horas. Então, sim, o tráfego de passageiros é uma oportunidade. E por que não Manaus ser um hub relevante de comunicação com as Américas, com os Estados Unidos e com o Caribe, como é o Panamá? A gente não tem dentro do Brasil nenhum hub, no estilo como o que há no Panamá, para fazer uma conexão extensiva para países nas Américas, Caribe e também América do Norte”, avaliou
No mercado doméstico brasileiro, os hubs ficam nos aeroportos das principais cidades, como São Paulo (Congonhas, Guarulhos e Campinas), Brasília, Recife, Rio de Janeiro e Confins.
Cargas e ecoturismo são oportunidades de negócios
Outras oportunidades apontadas pelo executivo para o terminal de Manaus estão na movimentação de cargas e promoção do ecoturismo.
Na questão de cargas, por exemplo, Ribas afirma que o terminal de cargas do Aeroporto Eduardo Gomes, apesar de ser um dos principais do país, ainda apresenta grandes possibilidades de crescimento.
“Manaus é um terminal relevante. É o terceiro maior terminal de cargas do país, mas ainda com potencial enorme de crescimento. Está com 120 mil toneladas por ano e isso é pouco para a Amazônia”, destacou
Já com relação ao de ecoturismo, a ideia é transformar a Amazônia em uma espécie de “nova Costa Rica”, país caribenho que é referência no turismo ecológico e que também conta com um terminal operados pela Vinci Airports, o Aeroporto de Guanacaste.
“Temos uma atividade muito desenvolvida de ecoturismo, por exemplo, na nossa operação na Costa Rica, e parte disso também na República Dominicana. Temos onde nos inspirar e também buscar outras inspirações”, prometeu.
Reportagem: Lucas Raposo
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