quarta-feira, 17 de julho de 2024

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Vereadores 'passam pano' nas falhas de Pazuello na gestão da crise de oxigênio

Citando uma reportagem nacional sobre a falta de oxigênio na capital, em janeiro, os vereadores repercutiram o assunto nesta terça-feira, reforçando que não há culpados.
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Para os vereadores de Manaus não é hora de achar culpados para o caos que a capital vivenciou em janeiro deste ano pela falta de oxigênio. As falas foram uma tentativa de amenizar o fato de o governo federal ter sido notificado no dia 11 de janeiro sobre a falta dos cilindros, mas só ter enviado os mesmos no dia 15, um dia após o colapso nos hospitais pela falta de oxigênio.

Quem puxou o tema foi o vereador Caio André (PSC), apresentando uma reportagem do programa Fantástico do último domingo (7) sobre os e-mails enviados pela empresa fornecedora de oxigênio, White Martins, ao governo federal, no dia 11 de janeiro.

“Em um trecho da matéria, o repórter diz que não houve tempo hábil para o atendimento à solicitação. Por que? Porque ninguém estava preparado para isto, nem White Martins, governo do estado e nem governo federal. Esses voos que viriam à Manaus, necessitavam de avião especial e isso já foi batido várias vezes aqui e a força áerea brasileira não estava preparada para trazer esses oxigênios para a cidade de Manaus. E hoje estamos vendo se repetir em todo o Brasil aquilo que aconteceu na primeira onda”, disse.

No entanto, em contraponto mas ameno, o vereador Bessa (Solidariedade) disse que a situação que a cidade estava não era surpresa para o governo.

“O repórter diz que houve uma explosão de casos. Então quando há uma volume grande de casos pegou de surpresa a cidade, mas não o governo. O governo cobrou a empresa que fornecia oxigênio, a empresa comunicou que o oxigênio não iria chegar a tempo. Então vai na contramão de tudo que foi falado aqui na cidade. A empresa informou ao governo federal, porque naquele momento é quem poderia ajudar com os aviões e a logística. E aqui ninguém está colocando a culpa em ninguém, mas nós temos que mostrar a verdade”, disse.

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Já o vereador William Alemão (Cidadania) tomou uma aparte da fala dizendo que, como todos disseram não procurar culpados, disse que para ter uma discussão mais sólida “não gostaria de ouvir a opinião somente de um repórter”, mas que fosse aprofundado pelas pessoas que vão investigar o assunto.

Governo federal omisso

Como já divulgado pelo RealTime1 sobre o assunto, a empresa White Martins solicitou “apoio logístico imediato” ao Ministério da Saúde (MS), três dias antes dos hospitais em Manaus entrarem em colapso pela falta de oxigênio.

Em um e-mail divulgado pelo jornal Folha de São Paulo, foi pedido o deslocamento de 350 cilindros de oxigênio gasoso, 28 tanques de oxigênio líquido, 7 isotanques e 11 carretas.

O Ministério da Saúde tem apresentado com datas. O maior deles – e esse envolvendo a Justiça – é a data em que o ministério tomou conhecimento sobre o então iminente colapso de oxigênio no Amazonas. Ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério da Saúde tem apresentado várias datas diferentes, demonstrando imprecisão sobre um assunto tão sério, que custou várias vidas no Amazonas.

Os pronunciamentos ocorreram na sessão plenária da Câmara, desta terça-feira (9), em debate com vereadores que são, na maioria, apoiadores do governo federal.

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