quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Na tentativa de 'aliviar' Bolsonaro, médicos pró-cloroquina podem ir à CPI

No depoimento do ex-ministro Mandetta ficou clara a estratégia governista de dar à defesa do tratamento precoce ares científicos que a tese defendida pelo presidente não tem.
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Senador Marcos Rogério

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), um dos integrantes da tropa de choque do governo na CPI da Covid, apresentou requerimentos para que a Comissão ouça médicos defensores do uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no chamado tratamento precoce contra a Covid-19.

Os requerimentos foram apresentados nesta terça-feira (4) e tem o objetivo de tentar, na CPI, justificar que a tese defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não seria anti-científico e, assim, amenizar a possível culpabilidade do Governo Federal no combate efetivo contra o coronavírus.

Os três requerimentos apresentados por Marcos Rogério ainda não foram apreciados pela Comissão.

Quem seriam os médicos convocados

As convocações são direcionadas a três médicos: o cardiologista Guili Pech; o cirurgião e nutrólogo Mateus Drumond, coordenador do movimento Médicos pela Vida, que defende o tratamento precoce, no estado de Minas Gerais; e o médico e deputado Luiz Ovando (PSL-MS), defensor fervoroso da cloroquina e do presidente Jair Bolsonaro.

Mandetta disse ter ‘ouvido’ Ciência

No depoimento do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta ficou clara a estratégia governista de dar à defesa do tratamento precoce ares científicos que a tese defendida pelo presidente não tem. Ao dobrar a aposta no falso tratamento, os senadores aliados tentam colocar o descontrole da pandemia nas tentativas de combate ao uso da cloroquina, não em sua defesa desamparada de rigor científico.

Da Redação, com informações do Congresso em Foco

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