quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Mourão diz que Pazuello foi 'risco' à Saúde e o quer em 'traje civil' na CPI

Para o vice-presidente, decisão em colocar o general Pazuello à frente do Ministério foi um risco e que ser general 'da ativa ou reserva' não o impede de ir ao Senado depor.
COMPARTILHE

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse nesta sexta-feira (7), em entrevista à rádio O Povo/CBN, de Fortaleza, que a nomeação do general Eduardo Pazuello para o cargo de ministro da Saúde foi “uma decisão de risco” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Acho que, independente de ser general da ativa ou da reserva, a colocação do Pazuello como ministro da Saúde foi uma decisão de risco, independente disso aí. Óbvio que agora, com essa questão da CPI, o Pazuello não pode se furtar a comparecer e prestar lá o seu depoimento”, disse Mourão, referindo-se às investigações que o Senado Federal está fazendo acerca das ações do Governo Federal para o enfrentamento da pandemia em todo país.

Demitido do cargo em março, Pazuello deveria ter sido ouvido no início desta semana pelos senadores. Entretanto, ele pediu para que o depoimento fosse adiado sob a alegação de ter tido contato com dois militares diagnosticados com a doença e foi atendido, devendo ir ao Senado no próximo dia 19 de maio para falar da sua atuação como ministro da Saúde.

“É óbvio que ele [Pazuello] vai ser pressionado, então tem que manter a calma. Existe um velho ditado militar que diz ‘cabeça fria num corpo quente’ e é dessa forma que ele tem que se comportar”, alertou o vice-presidente, destacando ainda que, por ter exercido função civil, não deve ir de farda para as oitivas com os senadores.

“Não tem que ir fardado porque não estava numa função militar. Apesar dele ser um general da ativa, estava numa função civil e tem que suportar a pressão”, finalizou Mourão.

Texto: Rosianne Couto, com informações do G1

Leia Mais:

COMPARTILHE