terça-feira, 22 de setembro de 2026

Ministros de vários países chegam a Belém para destravar impasses da COP30

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Entrada da COP30 em Belém com a estrutura oficial e o letreiro #COP30 em destaque.

Ministros de vários países desembarcam em Belém nesta semana para tentar destravar as negociações da COP30, que encerraram os últimos dias marcadas por impasses.

As divergências entre países ricos e nações em desenvolvimento seguem no centro do bloqueio e pressionam a reta final da conferência.

Os países desenvolvidos cobram compromissos mais firmes e maior regularidade na divulgação de dados de emissões.

Já o Sul Global insiste que só pode elevar suas metas climáticas mediante a garantia de financiamento prometido pelas economias mais ricas.

Esse impasse se concentra em quatro eixos: financiamento climático, regras de proteção comercial com justificativa ambiental, ambição das metas e transparência dos dados.

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A pressão política e o pedido por mais esforço

A chegada dos ministros aumenta a expectativa por avanços. Especialistas entendem que esse é o momento em que as negociações mais tensas sobem para o nível político, onde os principais travamentos podem ser resolvidos.

Alguns textos técnicos, como o de transição justa, avançaram ao longo do ano, mas agora dependem de acordos entre lideranças nacionais.

Diante do ritmo lento criticado pela ONU, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, propôs uma reflexão baseada no Acordo de Paris, que completa dez anos.

A abordagem questiona se os países seguem as diretrizes pactuadas, se a implementação está funcionando e se o mundo tem respondido com urgência à crise climática. A ideia é reduzir as distâncias entre os dois blocos que mantêm divergências históricas.

O secretário executivo da Convenção do Clima, Simon Stiell, também fez um apelo direto. Ele pediu que os países intensifiquem esforços, superem cansaços e entreguem consensos concretos. Stiell lembrou que o sucesso da conferência depende da disposição de ouvir prioridades alheias e de negociar com urgência.

No campo financeiro, até houve avanço relevante. O Fundo Florestas Tropicais para Sempre alcançou US$ 5,5 bilhões em compromissos e pode chegar a US$ 25 bilhões.

Bancos multilaterais anunciaram um incremento de US$ 185 bilhões para ações climáticas e o BID destinou US$ 1 bilhão para adaptação urbana na Amazônia.

A União Europeia também realizou sua primeira doação ao Fundo Amazônia, e houve progresso na qualificação global dos mercados de carbono, com apoio de China, Alemanha e França.

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