Apesar das recentes incertezas lançadas sobre o modelo Zona Franca de Manaus ao longo deste ano, principalmente devido à insegurança jurídica causada pelos decretos de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Luiz Augusto Barreto Rocha, prevê um resultado positivo para o setor industrial do Amazonas no fechamento de 2022.
Para o empresário, as ações de estímulo ao consumo implementadas pelo Governo Federal, como a extensão do Auxílio Brasil e redução da carga tributária, devem fazer a economia nacional crescer cerca de 2% até o fim do ano. Neste cenário otimista, o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) também seria beneficiado.
“Isto estimula o consumo na ponta do varejo e tende a ampliar as encomendas para alguns segmentos da indústria. A produção industrial do segundo trimestre mostra avanço de 0,9%, com expansão da produção de bens de capital, o que é bom indício de que está havendo investimentos. Tudo parece indicar que em 2022 teremos crescimento pelo menos razoável”, aponta o presidente do Cieam.
Apesar das projeções otimistas para o fechamento deste ano, 2023 já deverá começar com dificuldades. O maior desafio, na opinião de uiz Augusto, está em decifrar o nível de crescimento da economia durante o ano, uma vez que o Banco Central do Brasil vem promovendo forte elevação na taxa básica de juros e isso deve impactar a atividade econômica ao longo do próximo ano.
“As economias mundiais estão com crescimento muito frágeis e já se desenha cenário de recessão econômica nos Estados Unidos. O mundo não está ajudando. A indústria é um setor que sente muito forte essa volatilidade da economia. Fica difícil, para nós do setor industrial, organizarmos investimentos e criar mais postos de trabalho, com este cenário de incertezas somadas a insegurança jurídica. Desta forma, esperamos um próximo ano com dificuldades, mesmo notando que em segmentos específicos existem empresários com grande disposição em investir e gerar emprego”, finaliza.
Texto: Lucas Raposo
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