quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Mayra silencia sobre morte de paciente tratada com cloroquina em Manaus

A secretária do Ministério da Saúde também falou que não esteve na cidade, quando o número de casos aumentou, porque os secretários de saúde já estavam de recesso.
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A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, a ‘Capitã Cloroquina’, disse hoje (25), em depoimento a Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, que só esteve em Manaus entre os dias 3 e 5 de janeiro porque na última semana de dezembro, quando dados oficiais mostravam um aumento exponencial de casos, porque os secretários de saúde Marcellus Campêllo (do Estado) e Marcelo Magaldi (do Município) já estavam no período do recesso de fim de ano.

A secretária, que é médica, também disse que não tomou conhecimento da iminente crise de abastecimento de oxigênio. “Não houve percepção que faltaria oxigênio em Manaus. Houve um e-mail da White Martins, repassado pela Secretaria de Estado da Saúde ao ministro [Eduardo Pazuello]”, disse.

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), questionou se a médica de São Paulo que foi levada ao Amazonas pela equipe de Mayra havia sido treinada para este tipo de procedimento. Na ocasião, a médica paulista prescreveu cloroquina nebulizada a uma paciente puérpera que foi a óbito. Mayra não respondeu.

O RealTime1 já entrou em contato com as secretarias, de Estado e Municipal, para ouvir o posicionamento dos órgãos sobre o que foi dito por Mayra Pinheiro em depoimento à CPI da Covid. A matéria será atualizada tão logo as pastas se posicionem.

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