O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Omar Aziz (PSD), revelou que irá apurar as aglomerações promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante um passeio de motociclistas feito ontem (23), no Rio de Janeiro. A informação foi dada na manhã de hoje (24), em entrevista concedida ao portal UOL, do grupo Folha de São Paulo.
“Aquilo eram os motoqueiros do apocalipse. Qual era o objetivo daqueles motociclistas? Absolutamente nenhum. Você não encontra o motivo para aqueles motociclistas [estarem] ali. Você não encontra nenhuma referência no mundo, de nenhum país, seja uma grande potência, pequena, média, ou uma republiqueta, que tenha no mundo comportamento que estão tendo no Brasil nesta momento”, disse Aziz.
De acordo com o congressista, a principal apuração será referente ao aparato de segurança disponibilizado pelo governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), ao evento pró-Bolsonaro e, também, acerca das normas de segurança sanitária, visto que o próprio Executivo Estadual carioca estabelece o uso obrigatório de máscara e o distanciamento entre os cidadãos.
“Ontem o governador [do Rio de Janeiro] colocou um aparato de mil policiais, coisas que ele não faz nem no morro do Rio de Janeiro para proteger a população de bem”, enfatizou o presidente da CPI.
E o Pazuello?
Na entrevista, o senador ainda repudiou o comportamento do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. O general do Exército compareceu ao evento e esteve sem máscara, após dois dias de interrogatório na CPI. Omar voltou a dizer que Pazuello mentiu na oitiva e questionou o comportamento das Forças Armadas em relação ao ex-ministro.
“Ontem ele não estava lá [manifestações no RJ] como ex-ministro, ele estava lá como general três estrelas do Exército. É mais agravante porque quebra uma hierarquia. Será se ele teve autorização do Exército Brasileiro para estar naquela manifestação ontem?”, indagou Aziz.
Texto: Giovanna Marinho
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