A ministra do Meio Ambiente e da Mudança Climática, Marina Silva, defendeu a decretação antecipada de emergência em municípios afetados pela estiagem, afim de permitir o envio mais rápido de recursos federais.
“O que está acontecendo é que uma hora a gente está agindo na seca e depois tendo que agir na cheia. No caso da Amazônia, tem complexidade enorme e isso está sendo debatido dentro do governo. Quando eu falo em medida extraordinária, da necessidade de um instrumento que possa decretar emergência climática antecipada, ajudaria muito em relação a isso”, explicou a ministra.
De acordo com a ministra, os governos federal e estadual já estão se preparando para evitar desabastecimentos de alimentos, água e combustível, como ocorreu no ano passado.
Além disso, foram anunciadas 14 medidas ligadas ao meio ambiente. Entre os destaques estão a criação da Reserva de Vida Silvestre do Sauim-de-Coleira em Itacoatiara (AM), a criação da Estratégia Nacional de Bioeconomia e alterações no Comitê Interministerial de Mudança Climática para ampliar suas competências.
A ministra também anunciou um Pacto pela Prevenção e Controle dos Incêndios com governos da Amazônia e do Pantanal, focado especialmente no período de seca. O ano passado foi marcado por uma seca histórica e pela fumaça de incêndios florestais que encobriu cidades do Amazonas por cerca de três meses.
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