O Ibama-AM apresentou à Suframa quatro linhas de atuação voltadas para a gestão da fauna no Amazonas, nesta terça-feira (7/5), destacando a importância do manejo do pirarucu para a bioeconomia local.
Durante o encontro, o superintendente do Ibama, Joel Bentes, ressaltou os esforços para garantir a pesca controlada dessa espécie, que já enfrentou riscos de extinção nos anos 90.
Atualmente, o manejo do pirarucu tem 50 iniciativas, envolvendo cerca de 407 comunidades, 3.363 famílias e 5.403 pescadores, alcançando um faturamento bruto de R$ 19,8 milhões no ano passado.
O Ibama propôs que as empresas do PIM invistam em projetos, adquirindo produtos das unidades legalizadas no manejo do pirarucu e atuem como parceiras dos manejadores, contribuindo para o uso sustentável do pescado e promovendo uma marca amazônica.
Por sua vez, o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destacou a necessidade da industrialização do pirarucu no interior do Estado e a inclusão de outros produtos.
“Essa iniciativa do Ibama não apenas agrega valor aos produtos locais, mas também contribui para a preservação da floresta e proporciona oportunidades de renda para as comunidades”, afirmou o superintendente.
Além do manejo do pirarucu, o Ibama apresentou outras três linhas de atuação, incluindo o Programa Quelônios da Amazônia (PQA-AM), ações do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-AM) e a Educação Ambiental (EEA-AM).
Como obter apoio da Suframa para incentivos fiscais e parceria em projetos, interlocução com as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) e agências de financiamento, além da execução de projetos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), com a sugestão de participação do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), também estiveram entre os temas do encontro na sede da Autarquia.
A reunião contou ainda com a participação de representantes de diversas instituições, incluindo Ufam e o Instituto Juruá.

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