sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Mães empreendedoras: o desafio de produzir e manter a renda

Na difícil missão de conciliar a atuação profissional no mercado de trabalho formal e o cuidado com os filhos, é crescente o índice de mulheres que optam por empreender.
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Em meio à difícil missão de conciliar a atuação profissional no mercado de trabalho formal e o cuidado com os filhos, é crescente o índice de mulheres que decidem deixar o emprego e a fonte de renda ‘fixa’ para empreender. Levantamento do Instituto Rede Mulher Empreendedora, organização sem fins lucrativos e que fomenta a geração de renda da mulher, através do empreendedorismo e empregabilidade, aponta que 55% das empreendedoras brasileiras são mães, sendo que 75% delas decidiram ter o próprio negócio depois de terem filhos.

A esteticista Caroline Brandão relata que durante o período de conclusão da faculdade, tentou conseguir emprego em clínicas e em salões de beleza, mas não conseguia dedicar tempo exclusivo solicitado pelas empresas, por conta da maternidade. A alternativa, naquele momento foi o atendimento em domicílio. Ela relata que, por diversas ocasiões, precisou levar sua filha, na época uma bebê, para conseguir atender aos clientes.

Hoje, a filha de Caroline tem cinco anos de idade e, enquanto a criança está na escola, no horário da tarde, Caroline consegue trabalhar, agora em sua própria clínica. Pela manhã ela conta que cuida dos afazeres domésticos.

“O maior desafio é quando minha filha adoece e necessita 100% da minha atenção. Ao mesmo tempo tenho que dar conta de outras responsabilidades, não menos importantes. Tomei a decisão acertada para a minha realidade. Alguns dias são mais pesados, mas mãe sempre dá conta e eu sou mãe”, externou.

Os serviços oferecidos pela esteticista podem ser conferidos por meio do instagram @caroline_brandao.

Do administrativo à dona de loja

A empreendedora Viviane Braga Frazão também decidiu deixar o emprego formal para iniciar um negócio próprio no ramo de confecção feminina e infantil ao engravidar do primeiro filho, que hoje tem cinco anos de idade. Ela iniciou o negócio com o apoio de duas sócias e relata que ao visualizar a consolidação do empreendimento decidiu abrir mão da sociedade.

A loja Vivi BF Closed (@vivibfcloset) funciona em sua própria residência e deu tão certo que também agrega uma nova área para serviços de beleza e vendas de cosméticos.

“No início foi difícil porque eu estava acostumada a trabalhar desde os 15 anos. Mas é muito gratificante poder acompanhar todas as fases do meu primeiro filho e agora, do segundo filho, que tem dois anos, e ao mesmo tempo trabalhar e poder contribuir com a renda familiar. Trabalho para alcançar metas e manter as vendas. É um desafio diário”, relatou.

Costura contribui na renda familiar

A costureira Shirley Rattes sempre produziu roupas por encomenda e relata que durante a pandemia viu as vendas crescerem após a criação de uma página no instagram (@tiashirleyconfeccoes) para vender pijamas. Com o aumento no faturamento, Shirley disse que consegue contribuir de forma mais expressiva com a renda da família. Ela é mãe de um casal de filhos.

“Sempre trabalhei com costura mas não divulgava o meu trabalho. Após a divulgação, no período da pandemia, o volume de encomendas aumentou. Com esse trabalho sempre contribuí com a renda da família e no sustento dos filhos que hoje já são adultos”, conta.

Texto: Priscila Caldas

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