quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Lula tem 49% e Bolsonaro 44% dos votos totais, aponta Datafolha

Contabilizando os votos válidos, como faz o TSE, Lula tem 53% e Bolsonaro 47% até esta sexta-feira (14), conforme o levantamento do Datafolha com 2,8 mil entrevistados.
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Os resultados do Datafolha apontam estabilidade em relação à pesquisa anterior, apesar da escalada de acusações entre as campanhas de Lula e Bolsonaro (Foro: Reprodução)
Os resultados do Datafolha apontam estabilidade em relação à pesquisa anterior, apesar da escalada de acusações entre as campanhas de Lula e Bolsonaro (Foro: Reprodução)

Apesar da escalada de ataques de lado a lado, a disputa pela Presidência no segundo turno segue estável. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue à frente com 49% dos votos totais, ante 44% do atual ocupante do Planalto, Jair Bolsonaro (PL).

É o que mostra a mais recente pesquisa do Datafolha, que fotografa esta etapa da corrida e não necessariamente prediz a votação dos rivais.

O instituto ouviu 2.898 pessoas em 180 cidades, na quinta (13) a sexta-feira (14), em levantamento encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo registrado no TSE com o número BR-01682/2022. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Há 1% de indecisos e 5%, de brancos e nulos. Há uma semana, o petista tinha 49%, o presidente, 43%, não sabiam em quem votar 2% e não iriam escolher ninguém 6%.

Votos válidos

A Justiça Eleitoral exclui da conta para fins de resultado os nulos e brancos -já estão fora, obviamente, aqueles que não foram votar, cerca de um quinto do eleitorado no primeiro turno.

São os chamados votos válidos: nesta pesquisa, Lula obteve 53% e Bolsonaro, 47% -na disputa do dia 2 passado, haviam colhido 48,4% e 43,2%, respectivamente.

O bom desempenho de Bolsonaro na reta final da campanha do primeiro turno, quando colheu o voto útil dos apoiadores de Ciro Gomes (PDT) e de parte dos indecisos, por ora não se converteu em um avanço maior na disputa final.

A estabilidade do quadro não reflete o aumento da tensão na campanha. Nesta semana, ambos os candidatos levaram ataques pessoais pesados que estavam em redes sociais para o horário obrigatório de rádio e TV.

A propaganda do presidente tem associado Lula, que ficou 580 dias preso por uma condenação depois anulada da Operação Lava Jato, à criminalidade. Já a petista usou o apoio de acusados de crimes a Bolsonaro e até uma fala em que ele falava em consumir carne de indígena morto.

Texto: Igor Gielow (Folhapress)

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