quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Lula pede que governadores aliados minem bolsonarismo nas polícias

No caso do Amazonas, a pauta bolsonarista é vocalizada por policiais da reserva, como o deputado federal Capitão Alberto (PL), que mantém laços estreitos com a polícia.
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Bolsonaro e Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que desponta na liderança de todas as pesquisas de intenção de voto para a presidência da República,  pediu a governadores aliados que abram canal de diálogo com policiais militares. O objetivo é furar a bolha bolsonarista dentro das forças de segurança pública.

Segundo interlocutores, o petista quer convencer a categoria de que o governo de Jair Bolsonaro (PL) não os favoreceu. Ao contrário, não criou benefícios e, na reforma da Previdência, os obrigou a contribuir mais.

O presidente Bolsonaro tem trânsito aberto com policiais militares. O afinamento é tão evidente que o presidente ocasionalmente participa de formatura em quartéis da Policia Militar (PM) dos estados, eventos deslocados da agenda administrativa e política presidencial.

No Amazonas, o comandante-geral da PM, coronel Marcus Vinicius, afirmou a um jornal local que o policial militar tem o direito de apoiar um candidato, mas que não vai tolerar manifestações políticas de militares da ativa.

Apoiadores do presidente, como o deputado federal Capitão Alberto (PL), que passou para a reserva remunerada da PM após ser eleito, ainda mantém laços com a instituição e advogada a pauta bolsonarista para policiais militares da ativa.

Na mesma entrevista, Marcus Vinicius disse que a tropa comandada por ele tem certa resistência ao emprego de câmeras corporais nos uniformes de policiais. Segundo ele, o equipamento já empregado na PM paulista, com resultados positivos na diminuição da letalidade policial,  pode “constranger a atividade policial levando com que ela tenha uma eficiência menor”.

Após operação realizada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, pela Polícia Federal (PF) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, que acabou com a morte de mais de 20 pessoas, o governador carioca, Claúdio Castro, anunciou o emprego de câmeras no uniforme policial.

Texto: Jefferson Ramos, com informações do Jornal Estado de São Paulo.

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