O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, na manhã desta terça-feira (12/3), a criação de 100 novos campi dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), sendo dois no Amazonas. Cada nova unidade terá um custo estimado de R$ 25 milhões.
Os novos campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) serão instalados nos municípios de Santo Antônio do Iça, na região do Alto Solimões, e Manicoré, na região do rio Madeira, elevando para 17 o total instalados no Estado.
Atualmente são 15 campi, três em Manaus e 12 em municípios polos do interior. Confira:
- Manaus Centro;
- Manaus Distrito Industrial;
- Manaus Zona Leste;
- Campus Coari;
- Campus Eirunepé;
- Campus Humaitá;
- Campus Itacoatiara;
- Campus Lábrea;
- Campus Avançado de Manacapuru (inclui unidade em Iranduba);
- Campus Maués;
- Campus Parintins;
- Campus Presidente Figueiredo;
- Campus São Gabriel da Cachoeira;
- Campus Tabatinga;
- Campus Tefé
Conforme o Ministério da Educação, os recursos para a construção dos novos campi de Santo Antônio do Iça e Manicoré virão do Novo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 3). Sendo que, dos R$ 25 milhões previstos para cada unidade, R$ 15 milhões são para a construção da infraestrutura e R$ 10 milhões para aquisição de equipamentos e mobiliário.
O programa de expansão dos IFs marca a retomada de investimentos na criação de novas unidades de Institutos Federais no Brasil, quase 10 anos após a última expansão estruturada da Rede Federal. Também celebra uma das políticas educacionais mais bem sucedidas no âmbito da educação profissional.
Ifam: a história da educação técnica no Brasil
A trajetória da educação técnica profissionalizante no Amazonas remonta ao início do século passado, quando o então presidente Nilo Peçanha, em 1909, criou a rede de Escola de Aprendizes Artífices, para cada uma das dezenove capitais dos Estados da Federação
A Escola de Aprendizes Artífices do Amazonas inaugurou com oficinas de alfaiataria e marcenaria para 14 alunos, tendo funcionado primeiramente na Chácara Afonso de Carvalho, situada na rua Urucará, no bairro Cachoeirinha.
Após a transferência de presos da Casa de Detenção de Manaus, em 1916, o local ficou vago e a Escola de Aprendizes Artífices mudou-se pela primeira vez, tendo a possibilidade de aumentar seu espaço físico e, consequentemente, o número de alunos – total de 95 – matriculados.
Onze anos depois, em 1927, a Escola mudou-se para o Mercado Municipal da Cachoeirinha, onde passou a receber encomendas para a fabricação de produtos nas oficinas. Em 1937, a Escola de Aprendizes Artífices de Manaus passa a ser chamada Lyceu Industrial de Manaus.
Em 1940, o Campus Manaus Zona Leste tem suas origens na Escola Agrotécnica Federal de Manaus, que remonta ao Patronato Agrícola Rio Branco criado no então território do Acre em 1923, posteriormente transformado em Aprendizado Agrícola e transferido para Manaus.
A Escola Técnica Federal do Amazonas (ETFAM) foi criada em agosto de 1965 para atender a futura instalação do Polo Industrial de Manaus (PIM), que criou a demanda de mão-de-obra qualificada para o preenchimento das vagas nas indústrias instaladas no Amazonas.
Nos anos 2000 houve a fusão da Escola Agrotécnica Federal de Manaus e o Centro de Formação e Ensino Técnico do Amazonas (Cefet-AM), criando o Ifam-AM.
Atualmente, o Ifam está estabelecido em 23 municípios, sendo três deles, polos de Educação a Distância em Roraima. No primeiro semestre de 2018, a Instituição já soma 25.768 matrículas, segundo a Plataforma Nilo Peçanha, distribuídos em 162 cursos técnicos presenciais, 68 cursos em EaD, 15 tecnólogos, sete Licenciaturas, cinco Bacharelados, duas especializações Lato Sensu e três Mestrados Profissionais. Além disso, conta com 1.967 servidores em todo o Estado.
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