Ex-governador do Amazonas de 2014 a 2017, José Melo (Pros) obteve apenas 5.127 votos na corrida por uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Esse é o pior desempenho dele nas urnas em 28 anos de carreira política.
Depois de ter o mandato cassado por compra de votos nas eleições de 2014, Melo – tido como ‘homem forte’ nos governos de Amazonino Mendes (Cidadania), Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD) – não teve o apoio desses nomes e êxito na tentativa de voltar à Aleam.
A candidatura de Melo, aos 76 anos, estava ameaçada desde a pré-campanha por conta de uma disputa judicial pelo comando do Pros. Ele só teve o registro aprovado a dois dias do pleito.
O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação por considerá-lo inelegível, mas o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas decidiu que o impedimento dele se encerrará no próximo dia 5 de outubro antes da data limite da diplomação, 19 de dezembro.
Trajetória
De 1989 a 1991, José Melo foi secretário de Educação e Cultura do Amazonas na gestão de Amazonino e Gilberto Mestrinho. Quando Amazonino assumiu a Prefeitura de Manaus, em 1993, Melo comandou a pasta no município.
Em 1994, Melo foi eleito deputado federal com 42.104 votos. No pleito seguinte, foi o mais votado, com 93.521 votos. Ele licenciou-se do mandato e voltou a exercer o cargo de secretário estadual de educação e de coordenação do interior na gestão de Amazonino (1994-2002).
Em 2002, conquistou uma vaga na Aleam com 29.292 votos. Entre 2005 e 2006, presidiu a Sociedade de Navegação Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH). Ele deixou a SNPH e assumiu a Secretaria de Governo até 2010, de Braga, quando foi eleito vice-governador de Omar.
Em 2014, Melo assumiu a cadeira de governador quando Omar disputou o Senado e Melo concorreu à reeleição, vencendo no 2º turno Braga.
Em maio de 2017, José Melo teve o registro cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em dezembro do mesmo ano, o ex-governador foi preso durante a terceira fase da operação “Maus caminhos”. Em novembro de 2021, voltou à vida pública e anunciou a candidatura à Aleam.
Texto: Larissa Cavalcante
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