quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Acampamento chique: hotéis de selva se adequam ao ‘glamping’ e ganham adeptos

Modalidade surge transformando estruturas utilizadas em hotéis de selva aos espaços mais íntimos e reservados com a garantia do conforto e de luxo.
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A hotelaria de selva, consolidada no Amazonas, se adequa a uma nova concepção de hospedagem que une o rústico ao luxo. A modalidade ‘glamping’, que significa a junção das palavras glamour e camping, está em expansão no estado e é voltada ao público de poder aquisitivo elevado.

A nova concepção em hospedagem tem origem internacional e ganha mercado no país. No Amazonas, a modalidade começa a aparecer transformando estruturas que já eram utilizadas em hotéis de selva aos espaços mais íntimos e reservados, mas com a garantia do conforto e de serviços mais requintados.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hoteis do Amazonas (ABIH-AM), Roberto Bulbol, no estado existem cerca de cinco empreendimentos que atuam na modalidade ‘glamping’. No total, são ofertados cerca de 50 apartamentos.

“É uma nova concepção que aproveitou o que a hotelaria amazonense já oferecia, que é o hotel de selva, e adequou aos itens de luxo que oferecem maior conforto ao hóspede. São locais reservados, com poucos apartamentos e distantes um do outro. O glamping é voltado ao público mais especial, mais dirigido àquele conforto”, explicou.

Segundo Bulbol, o valor cobrado por diária para o acesso ao glamping é mais elevado em relação às hospedagens em hotéis comuns, isso porque o glamping tem menor estrutura com número reduzido de quartos e oferta serviços mais requintados.

“As despesas são elevadas por isso é preciso cobrar um valor que cubra os gastos e mantenha a equipe. Essas estruturas diferem de hotel convencional ou econômico que é voltado a grande público”.

Início de retomada do setor

Roberto Bulbol considera que com o avanço da vacinação o brasileiro está mais confiante para viajar. Ele afirma que atualmente a rede hoteleira registra 20% de ocupação.

“Para um setor que estava completamente parado até meses atrás, obter 20% de ocupação é algo positivo. Já há uma sinalização de retomada, crescimento, mas isso ainda não nos permite comemorar”.

Texto: Priscila Caldas

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