terça-feira, 22 de setembro de 2026

Inovação com base na floresta rende premiações para startups amazônicas em eventos globais

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As foodtechs Mazô Maná e Mahta e a fintech ForestiFI, que integram o portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto, conquistaram prêmios em eventos nacionais e internacionais. As startups têm em comum o uso da biodiversidade amazônica como motor de inovação e de impacto socioambiental.

A Mazô Maná, criada em 2022 em Altamira (PA), foi eleita Startup do Ano na categoria ESG do programa Future Builders, promovido pela ACE Ventures durante o ACE Summit 2025.

A empresa desenvolve supershakes com múltiplos ingredientes amazônicos e atua em parceria com comunidades do Xingu. Segundo o co-CEO Zé Porto, o prêmio confirma um modelo de negócio que coloca a floresta no centro da solução.

Ele destacou que princípios ESG não são tratados como estratégia paralela, mas integram a própria estrutura da empresa, com mecanismos de remuneração a povos da floresta e valorização de insumos amazônicos por grandes companhias.

Medalha de Ouro

Já a Mahta recebeu a medalha de ouro no Startup Innovation Awards, promovido pelo Food Ingredients South America, na categoria Inovação em Saudabilidade.

A premiação reconheceu o Mahta Shake de Superfoods, feito com 14 ingredientes, incluindo sete frutas amazônicas liofilizadas, torta de castanha-do-Brasil e polpa de cupuaçu agroflorestal, da Cooperativa RECA, em Rondônia.

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Para a gerente de inovação Larissa Bueno, a biodiversidade amazônica tem papel estratégico no desenvolvimento de alimentos saudáveis e sustentáveis.

Em edições anteriores, a empresa já havia conquistado prêmios com produtos como Mahta Coffee e bebidas em pó à base de castanha-do-Brasil.

Passagens para a COP30

A ForestiFI foi selecionada no Demoday do Hub de Inovação Climática, em São Paulo, recebendo aporte de R$ 45 mil e passagens para a COP30, em Belém.

A fintech tokeniza ativos de cadeias de manejo sustentável por blockchain, garantindo rastreabilidade e geração de renda para agricultores e extrativistas.

De acordo com o cofundador Macaulay Abreu, o reconhecimento abre espaço para conexões estratégicas globais no contexto da conferência climática. Ele destacou que o diferencial da startup é alinhar tecnologia, investimento e impacto socioambiental direto na região.

A participação das três empresas em premiações consolidadas reforça a relevância da Amaz Aceleradora, iniciativa do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), que apoia negócios comprometidos com conservação ambiental, uso sustentável da biodiversidade e geração de renda local.

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