“Deu no New York Times” e agora no RealTime1: Rudolph Giuliani, o homem que ganhou R$ 5,6 milhões para fazer uma consultoria de segurança para o Governo do Amazonas, enfrenta dificuldades financeiras e colocou à venda uma mansão Nova York para pagar dívidas e advogados.
Prefeito de Nova York por dez anos, entre 1991 e 2001, Rudolph Giuliani ganhou fama mundial com a política de “tolerância zero” contra crimes na cidade e também por liderar a reconstrução de Nova York após os atentados terroristas contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em setembro de 2001.
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Depois que deixou o poder na Big Apple, o ex-prefeito fundou a Giuliani Security & Safety e passou a prestar consultoria na área de segurança para cidades ao redor do mundo. Ele começou pegando um contrato com o Governo dos EUA para elaborar um plano de pacificação para Bogotá, na Colômbia.
Foi escorado nesse trabalho da Giuliani Security que o então governador do Amazonas, Amazonino Mendes, foi a Nova York contratar, em 18 de abril de 2018, o personagem para elaborar um plano de segurança para o Estado que custou R$ 5,6 milhões e não serviu para absolutamente nada.
“Hoje é uma data verdadeiramente histórica, fruto da ousadia, determinação, vontade especifica de dar à nossa população tranquilidade, sossego e segurança. O Amazonas foi buscar o lendário Giuliani. O homem que construiu as técnicas modernas, eficazes, de combate à criminalidade”, disse Amazonino no dia da assinatura do contrato.
“O senhor está tomando um passo, uma ação que deveria ser feita há oito, dez anos. Por isso que o senhor é esse grande líder eficiente”, respondeu Rudolph Giuliani.
A consultoria de Rudolph Giuliani não serviu para nada
O ex-prefeito novaiorquino recebeu em abril um Mapa da Violência elaborado pelo Governo do Estado e sete meses, em novembro de 2018, entregou o resultado da consultoria. O trabalho não serviria mais para Amazonino Mendes, já naquela altura do ano derrotado nas eleições por Wilson Lima.
No cargo, Wilson Lima praticamente ignorou as recomendações de Rudolph Giuliani porque eram imprestáveis ou já eram aplicadas pela área de segurança local. Em fevereiro de 2020, Wilson fez uma declaração pública sobre o trabalho que custou milhões aos cofres públicos:
“Muitas das coisas (sugeridas na consultoria) já eram de conhecimento do nosso pessoal. Alguma coisa sim, a gente usou. Mas a maioria do que a gente está botando em prática é resultado do pensamento de inteligência da Polícia Militar, Polícia Civil e dos órgãos envolvidos na questão da segurança“, explicou Wilson
Fundo do poço de Rudolph Giuliani não tem fim, diz jornal
A roda de Rudolph Giuliani começou a furar quando se associou ao ex-presidente dos EUA Donald Trump e passou a questionar o resultado das eleições de 2020 que deram a vitória ao democrata Joe Biden e cujo ápice foi a invasão do Capitólio em 6 de janeiro daquele ano.

Por conta da ação e de suas declarações Giuliani passou a ser investigado em diversos Estados norte-americanos, sendo que na Georgia o caso está mais avançado e consumindo os recursos amealhados pelo ex-prefeito e estrela do partido Republicano.

Mas não foi só na política que a carreira do homem que arrastou milhões do Governo do Amazonas foi para o brejo. Tendo que fazer dinheiro para pagar advogados, ele se sujeitou a uma série de humilhações, com por exemplo:
- Participou do reality show The Masked Singer fantasiado de jack-in-the-box;
- Tentou seduzir uma jovem menor de idade, atriz do filme Borat 2, do humorista Sacha Baron Cohen;
- Concedeu uma entrevista coletiva para se defender de acusações diante de um Sex Shop;
- Em outra entrevista apareceu com tinta preta escorrendo do cabelo récem pintado;
- Também faz vídeos personalizados por US$ 325 para casamentos, aniversários e outros eventos;
- Colocou o apartamento dele no Upper East Side à venda por US$ 6,5 milhões;
- No meio de um debate no qual acusou Joe Biden de fraude nas eleições de 2020, ele pediu licença para anunciar um suplemento alimentar produzido por uma companhia que pagou US$ 1,1 milhão a órgãos de proteção do consumidor da Califórnia por propaganda enganosa de alimentos.