quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Hallal: 'país precisa vacinar mais de 30 milhões em 21 dias de lockdown'

O epidemiologista, que presta depoimento nesta quinta-feira (24), afirmou que só o fechamento radical e vacinação em massa poderiam jogar o número de casos para baixo.
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O epidemiologista Pedro Hallal, que coordenou o maior estudo epidemiológico, o Epi-Covid, recomendou, durante o depoimento dado à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, que o Brasil precisa fazer um lockdown verdadeiro de três semanas e vacinar nesse período, ao menos, 1,5 milhão de brasileiros a cada dia.

“Só assim poderemos achatar a curva da pandemia e reduzir a transmissão do coronavírus”, explicou Hallal, nesta quinta-feira (24).

Hallal também levantou suspeitas sobre o valor pago pelo governo para outro estudo menor chamado PrevCov, contratado pelo Ministério da Saúde após dispensar a equipe do Epi-Covid, e que investigou um universo de 200 mil pessoas.

“Um estudo que investiga 200 mil pessoas por R$ 200 milhões é algo estranho”, afirmou o infectologista, revelando que o Epi-Covid investigou brasileiros em 135 cidades, com um universo maior e ao custo de R$ 12 milhões. Ele ainda explicou que o fim do contrato entre o Ministério e a equipe do Epi-Covid, que é tocado na Universidade Federal de Pelotas, foi feito sem explicações e que ele tomou conhecimento de tal rompimento pela imprensa.

O epidemiologista também revelou que na primeira apresentação de resultados do Epi-Covid para autoridades do Ministério da Saúde, em meados do ano passado, parte do estudo sofreu censura, tendo um slide sobre dados da evolução da pandemia entre populações indígenas retirado da apresentação por ordem, Hallal deduz, do ex-secretário-geral do Ministério do Saúde Élcio Franco. “Era ele quem estava na apresentação, mas não sei se recebeu ordem superior”, ponderou Hallal.

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