quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Governo Lula divulgará regra fiscal em março, segundo Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que pretende antecipar para março a entrega da nova regra fiscal, aguardada pelo mercado financeiro desde o início de janeiro
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Fernando Haddad
A revelação foi feita após vazamentos antecipados à imprensa (Foto: Reprodução)

Durante um evento organizado por um banco de investimentos nesta quarta-feira (15), o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o governo pretende apresentar, já em março, uma proposta de regra fiscal para substituir o teto de gastos como forma de controlar as despesas públicas federais.

Haddad afirmou que, em março, será divulgada a regra fiscal considerada mais apropriada para o país. O prazo estabelecido pela PEC da Transição exigia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua equipe econômica apresentassem a proposta até agosto.

Entretanto, desde então, o ministro Haddad tem indicado que a conclusão da proposta seria antecipada e que ela seria enviada ao Congresso antes do prazo estipulado.

O mercado financeiro vem aguardando a apresentação de um novo mecanismo de controle de gastos, já que o governo Lula precisa gastar mais dinheiro para cumprir suas promessas de campanha, incluindo a retomada do Minha Casa, Minha Vida e a realização de obras de infraestrutura em todo o país.

Se esse aumento de gastos não for controlado, poderá levar a um aumento da inflação e forçar o governo a emitir títulos e aumentar sua própria dívida para financiar suas despesas. Isso aumentaria o risco dos investimentos no país e afastaria o capital estrangeiro, além de ter outros efeitos negativos.

As expectativas do mercado financeiro pioraram em relação a um mês atrás. Essa mudança na percepção dos analistas ocorreu após o anúncio de medidas para as contas públicas e as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à autonomia do Banco Central, a atual taxa de juros (13,75% ao ano, a maior em seis anos) e à possibilidade de mudança da meta de inflação.

Haddad aproveito para dizer que tem esperança que o Banco Central, responsável por estabelecer a taxa básica de juros, não se deixe influenciar pelos “ruídos” na economia. Embora reconheça que as expectativas estejam bastante afetadas, ele destacou que a situação atual é melhor do que a de um mês atrás. Apesar disso, disse lamentar a situação e ressaltou que é importante basear as decisões em fundamentos sólidos e não em fantasias momentâneas.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central emitiu um comunicado no qual indicava a possibilidade de manter os juros estáveis por um período prolongado.

Da Redação

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