quarta-feira, 23 de setembro de 2026
EM AUTAZES

Governo Lula atua para destravar exploração de potássio no Amazonas, diz Sinésio

Diretoria da Potássio do Brasil, secretário de Mineração e deputado petista estiveram com Alexandre Padilha.
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Presidente da Potássio do Brasil, Adriano Espeschit, ao lado do ministro Alexandre Padilha e do deputado estadual Sinésio Campos (divulgação)

O ministro Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República do Governo Lula, se reuniu com a diretoria da empresa Potássio do Brasil para “destravar a burocracia ambientalista” que está impedindo a exploração do minério na região de Autazes.

A informação foi divulgada pelo deputado Sinésio Campos (PT) durante sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), nesta terça-feira (26).

“Estivemos, na semana passada, com o nosso ministro Padilha, juntamente com a diretoria da Potássio do Brasil, para que pudesse avançar e destravar toda uma burocracia ambientalista”, disse o parlamentar.

O presidente da Potássio do Brasil, Adriano Espeschit, e o Secretário de Estado de Mineração, Gás e Energia do Amazonas, Ronney Peixoto, acompanharam Sinésio na agenda em Brasília, que contou ainda com uma reunião secretário Especial de Assuntos Federativos das Relações Institucionais, André Luiz Ceciliano, e com representantes do Ministério de Minas e Energia.

No início deste ano, Adriano Espeschit já apresentou o projeto de exploração em Autazes ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e ao vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB).

Alckmin, inclusive, defendeu a exploração quando esteve em Manaus no início do ano.

Sinésio comemora manifestação Mura

Durante a sessão desta terça na ALE-AM, Sinésio comemorou o fato de que uma associação que diz representar o povo Mura manifestou ao Governo do Amazonas apoio à exploração.

O licenciamento ambiental está judicializado por questões referentes aos impactos a uma terra indígena da etnia.

“Isso não é exploração em área indígena, que fique claro. As populações que serão impactadas estão no entorno, próximo. Sabendo que terão todo o apoio, não só do governo federal, mas do empreendimento, e eles que serão impactados com esse projeto, que é extremamente importante não somente para o Amazonas, mas para o Brasil, eles falaram que sim [à exploração]”, disse.

Nesta segunda-feira (25), alguns líderes Mura estiveram reunidos com deputados, com o governador Wilson Lima (União) e com a diretoria da Potássio do Brasil, quando entregaram uma carta se manifestando favoráveis à exploração. Contudo, não é possível afirmar que o grupo represente a totalidade do povo Mura.

Exploração será sem impactos, diz Potássio

Segundo a empresa, o projeto “Potássio Autazes” será implantado utilizando processos de engenharia e tecnologia que visam a sustentabilidade em todo empreendimento. Desta forma, produzirá o cloreto de potássio.

O projeto usará um método de extração da silvinita, rocha composta de halita (cloreto de sódio, mais conhecido como sal de cozinha) e de silvita (cloreto de potássio).

O método, segundo a empresa, “não causará impactos ao solo na superfície e nem ao meio ambiente”. Toda a operação de extração será realizada utilizando o método de câmaras e pilares, a 800 metros de profundidade.

Sobre a jazida de potássio de Autazes

Autazes detém uma das maiores jazidas de potássio do mundo. De acordo com a pesquisa mineral realizada pela Potássio do Brasil, o município dispõe de reserva mineral de mais de 170 milhões de toneladas de cloreto de potássio. A produção tem potencial de expansão para 50% do consumo brasileiro até 2030.

A Potássio do Brasil possui projeto pronto para iniciar a construção da estrutura de exploração em Autazes, que está em fase de licenciamento ambiental. A meta do projeto é fornecer, a partir de 2027, 20% da necessidade de potássio do Brasil, que hoje importa 98% do que precisa. O investimento previsto é de U$ 2,5 bilhões, por um período de 23 anos.

Cerca de 95% do potássio produzido no mundo é utilizado para a produção de fertilizantes, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração. Embora o Brasil seja um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, o país importa 85% dos seus fertilizantes utilizados na agricultura.

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