Ameaças de morte e pressão para abandonar a casa e vender as terras são algumas das situações em que os indígenas Mura, que vivem em Autazes (a 113 quilômetros de Manaus), denunciaram para o Ministério dos Povos Indígenas, do Governo Federal.
Essa semana, a ministra Sônia Guajajara enviou o coordenador-geral de direitos sociais, o sateré-mawé, Jecildo Cabral, para apurar a situação relatada pelos povos originários que acusaram a empresa Potássio do Brasil como autora dos conflitos, com objetivo de expulsar os indígenas das terras e extrair o minério.
O conflito já dura há alguns anos, uma vez que a exploração do potássio do município se encontra em um entrave judicial.
De acordo com o ministério, a visita e apuração no município tem por objetivo verificar o estado de vulnerabilidade dos indígenas e averiguar se há crime de ameaça aos povos originários.
“Nós não queremos que seja o exemplo ianomâmi, que não pode continuar nos outros territórios indígenas, mas estamos abertos ao diálogo”, disse o porta-voz, Jecildo Cabral.
Leia Mais: