O Governo Federal espera receber um investimento de R$ 60 bilhões com concessões de florestas nacionais, sendo que as cinco primeiras, uma no Amazonas, devem ser transferidas a iniciativa privada ainda em 2024 por meio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), ligado a Casa Civil.
A concessão que será feita no Amazonas é da chamada Gleba Castanho, uma Unidade de Manejo Florestal (UMF) localizada entre os municípios do Careiro e Manaquiri, na Região Metropolitana de Manaus, e de Beruri, na região do Purus.
Conforme o Serviço Florestal Brasileiro a Gleba Castanho tem aproximadamente 240 mil hectares de floresta, mas a área a ser concedida a iniciativa privada é de 151 mil hectares.
Quem vencer a licitação desta concessão poderá explorar recursos madeireiros e não-madeireiros abundantes na região, serviços de turismo e até comercializar créditos de carbono. O preço a ser pago pelo futuro concessionário da floresta da Gleba Castanho é de até R$ 75 pelo metro cúbico de madeira em tora extraída da floresta.
No entanto, não é possível neste momento calcular o investimento total porque será preciso fazer um inventário das espécies e organizar um plano de manejo.
O professor do curso de Engenharia Floresta da Universidade Federal do Amazonas Sérgio Gonçalves é um dos defensores das concessões florestais como forma de atração de investimento e desenvolvimento econômico para o Estado.
Ele explica que a concessão é um instrumento econômico que permite a empresas e comunidades o direito de manejar florestas públicas, para produzir madeira, produtos não madeireiros ou oferecer serviços de turismo.
“Não há transferência de dominialidade da terra e, em contrapartida há o direito de praticar o uso sustentável das florestas concedidas. Os concessionários pagam ao governo por usar esse recurso“, explica Gonçalves.
Além da Gleba Castanho, também estão prontas para serem concedidas neste ano outras quatro áreas. A primeira área a ser colocada em consulta pública para concessão, ainda em maio, será a Floresta Nacional Bom Futuro, em Rondônia, com expectativa de R$ 600 milhões de investimento na concessão de uma região de aproximadamente 17 mil hectares a ser reflorestada.
As outras são as florestas nacionais de Quiri e Jatuarana. A concessão da Floresta Balata-Tufari está em análise
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