As companhias aéreas Gol e Azul deram o primeiro passo para uma possível fusão que pode transformar o mercado da aviação no Brasil. Juntas, as duas empresas teriam mais de 60% do mercado nacional, consolidando-se como líderes do setor.
O acordo inicial foi firmado em um memorando de entendimento assinado nesta quarta-feira (15/1).
Entretanto, a concretização da fusão depende de algumas condições financeiras, como por exemplo, o fim do processo de recuperação judicial da Gol nos Estados Unidos, previsto para abril de 2025.
A fusão também depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), processo que pode se estender até 2026.
Caso a fusão seja aprovada, a nova companhia seguirá o modelo de “corporation”, ou seja, uma empresa sem controlador majoritário definido e será comandada por um conselho composto por nove integrantes: três indicados pela Abra (holding que controla a Gol e a Avianca), três pela Azul e três independentes.
O presidente do conselho será indicado pela Abra, enquanto o diretor-executivo (CEO) será escolhido pela Azul. O atual CEO da Azul, John Rodgerson, deve assumir a liderança da nova empresa.
A Abra será a maior acionista, mas os percentuais exatos de participação entre Gol e Azul ainda dependem da renegociação de dívidas da Gol.
Operações
Embora as marcas Gol e Azul continuem operando de forma independente, a fusão permitirá que ambas compartilhem aeronaves e otimizem voos, ampliando as conexões entre grandes cidades e destinos regionais.
Hoje, as duas empresas juntas possuem uma frota de 327 aviões, enquanto a concorrente Latam conta com 163 aeronaves.
A Gol e a Azul também transportaram, em 2024, 57,4 milhões de passageiros, representando 61,4% do total de viajantes no Brasil.
A Azul liderou em decolagens no último ano, com 290,1 mil voos, graças à sua atuação em cidades menores com aeronaves de menor porte. Já a Gol realizou 204,3 mil decolagens no mesmo período.
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