quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Frango brasileiro sofre embargo após gripe aviária ser confirmada em granja do Rio Grande do Sul

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, na última sexta-feira (17), o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil , localizada em Montenegro, no Rio Grande do Sul.

A notificação gerou reações imediatas no mercado internacional: China, União Europeia e Argentina suspenderam temporariamente as compras de frango brasileiro , não apenas do estado afetado, mas de todo o país.

A medida representa um desafio para o agronegócio, especialmente porque o Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango , com 5,29 milhões de toneladas exportadas em 2024.

A gripe aviária atinge o estado do Rio Grande do Sul menos de um ano após a maior enchente de sua história e após perdas causadas pela doença de Newcastle em 2024.

Segundo a FIERGS, 40% da economia gaúcha vem do agronegócio , e 12,2% dos empregos da indústria avícola brasileira no estado. Em pelo menos três municípios, mais da metade dos empregos depende do abate de aves.

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Medidas sanitárias e expectativa de flexibilização

O Mapa já introduziu medidas de contenção, suspendendo imediatamente as exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul. Segundo o ministro Carlos Fávaro , outros mercados como Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita devem restringir apenas produtos provenientes do estado afetado.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) aposta na “regionalização” das restrições, prática reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que permite bloqueios por estado ou município , sem paralisar as exportações nacionais.

Impacto nos preços e risco inflacionário

Com a suspensão parcial das exportações, uma parcela da produção nacional deve ser redirecionada ao mercado interno.

Mas, segundo analistas, isso não significa queda de preços , já que parte relevante das exportações para a China, por exemplo, é composta por pés de frango — produto sem demanda no Brasil.

“O impacto na inflação dependerá da extensão do problema. Se houver abatimentos em massa e redução da oferta, os preços podem subir”, avaliou André Braz, da Fundação Getulio Vargas.

*Com informações O Globo

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