A partir de 15 de agosto deste ano, a operadora de logística internacional CMA CGM passará a cobrar uma “Taxa de Pouca Água” de US$ 5,7 mil (aproximadamente R$ 31,7 mil) por contêiner transportado para Manaus e da capital amazonense para o resto do mundo. O anúncio foi feito através de comunicado aos clientes da operadora nesta segunda-feira (22/7).
“Para manter chamadas regulares para/de Manaus, Brasil, sem comprometer a segurança da navegação, a tripulação e a carga, é necessário aplicar a Low Water Surcharge (LWS) da seguinte forma: $ 5.700 por unidade. Esta tarifa será aplicável a todas as cargas navegando a partir de sua origem a partir do dia 15 de agosto de 2024″, diz o comunicado da empresa.
Além disso, a operadora afirma que durante a estação seca, a capacidade de seus navios pode ser reduzida até 70% e que a LWS será válida enquanto persistirem os baixos níveis de água no rio.
Outras operadoras, como MSC e Maersk, já haviam anunciado cobranças semelhantes no início de julho deste ano, também devido à baixa dos níveis dos rios. As novas taxas são consideradas abusivas por empresas e entidades do Amazonas, já que durante a seca severa de 2023, a taxa adicional foi de apenas US$ 2,1 mil (aproximadamente R$ 11,6 mil) por contêiner.
Com as novas taxas cobradas pelas operadoras, o custo total para transportar um contêiner para Manaus agora chega a aproximadamente US$ 16,5 mil (cerca de R$ 91,7 mil), valor que representa cerca de 40% do faturamento bruto de uma carga, estimado em US$ 45 mil (R$ 250,2 mil).
Este aumento impacta diretamente as empresas do Polo Industrial de Manaus, que perdem as vantagens competitivas proporcionadas pelos incentivos fiscais da Zona Franca.
As autoridades vem cobrando as operadoras e as empresas estão em alerta, aguardando uma resolução que possa mitigar os efeitos negativos das novas taxas. A expectativa é que, com a intervenção do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), haja uma revisão das cobranças impostas pelas operadoras de logística.
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