quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Estados 'neutros' serão fundamentais para aprovar aumento de bancada, diz relator do Projeto

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Plenário da Câmara dos Deputados - Fabio Rodrigues. (Foto: Pozzebom/Agência Brasil)
Plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Pozzebom/Agência Brasil)

O relator do Projeto de Lei Complementar que altera o tamanho das bancadas dos Estados na Câmara Federal, deputado Alberto Neto (PL), revelou que a estratégia para aprovar o projeto, que dá mais duas vagas para a bancada do Amazonas, será articular com as bancadas de Estados que não vão ganhar ou perder deputados.

“É um projeto que não é fácil tramitar aqui na Casa, porque alguns Estados vão ganhar e outros vão perder. A estratégia que vou adotar é conversar com Estados que são neutros, que não vão ganhar ou perder. São Paulo, por exemplo, que tem a maior bancada, 70 deputados. Para eles não altera”, disse

Aprovar um projeto de lei redefinindo o tamanho das bancadas dos Estados é uma obrigação do Congresso Nacional imposta pelo Supremo Tribunal Federal em novembro do ano passado, em resposta a uma ação da bandada do Pará, Estado que, ao lado de Santa Catarina, será o mais beneficiado com a redefinição do tamanho das bancadas, pois ganhará quatro vagas novas.

Aumento de bancada está na CCJ da Câmara

O projeto de atualização da Lei Complementar 78/1993 avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa após apresentação do relatório favorável às mudanças feito por Alberto Neto, na semana passada..

O relatório precisa ser pautado antes de junho do próximo ano, prazo estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em ação proposta pelo estado do Pará, que solicita a redefinição das bancadas.

O Pará é o maior beneficiado pela atualização, com base na população aferida pelo Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado ganhará quatro novas vagas de deputado federal com a mudança.

“O Amazonas ganha duas novas vagas, mas o debate na CCJ será uma guerra”, avaliou Alberto Neto, destacando que há um prazo para o cumprimento da decisão do STF. “Se não for cumprido o prazo, a redefinição será feita por meio de uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral”, explicou o parlamentar.

Conforme o cálculo atualizado, sete estados devem perder cadeiras e outros sete devem ganhar. Veja as mudanças:

  • Rio de Janeiro: menos quatro cadeiras
  • Bahia, Rio Grande do Sul, Piauí e Paraíba: menos duas cadeiras cada
  • Pernambuco e Alagoas: menos uma cadeira cada
  • Santa Catarina e Pará: mais quatro cadeiras cada
  • Amazonas: mais duas cadeiras
  • Minas Gerais, Ceará, Goiás e Mato Grosso: mais uma cadeira cada

Para implementar as mudanças, será necessário aprovar a atualização da Lei Complementar 78/1993, que requer maioria simples no Congresso.

No entanto, a articulação política será desafiadora, já que os sete estados que perderiam cadeiras somam atualmente 172 deputados, enquanto os estados que ganhariam representação têm 141 parlamentares.

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