sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Enquete do RealTime1 aponta 87% de rejeição a bebês reborn e acende debate nas redes sociais

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87% dos participantes rejeitam os bebês reborn

Uma simples pergunta feita no quadro #QueroSaber, do portal RealTime1, no último sábado (17), sobre um dos temas mais comentados do momento, os bebês reborn, desencadeou um debate acalorado nas redes sociais.

A enquete foi publicada tanto nos stories quanto no feed do Instagram, e o resultado deixou clara a rejeição: 71% dos votantes nos stories disseram “não, me dá aflição”, enquanto apenas 29% responderam “sim, acho incrível!”. Já no feed, o resultado foi ainda mais expressivo: 87% contra e 13% a favor.

A pergunta também foi publicada nas demais redes sociais do portal e rapidamente ganhou repercussão. No Facebook, a postagem acumulou 458 comentários, em sua maioria com tom crítico.

Já no X, ex-Twitter, todas as reações analisadas também foram negativas.

Comentários divididos entre espanto e defesa

A ampla maioria dos internautas rechaçou a ideia de comprar ou adotar um bebê reborn, bonecos hiper-realistas que imitam recém-nascidos e custam até R$ 9 mil.

Entre os principais argumentos estão o desconforto visual, a associação com temas religiosos e até críticas ao comportamento de adultos que mantêm vínculos afetivos com os bonecos.

“Deus me livre, tenho é medo desses bonecos”, escreveu uma usuária. Outra foi ainda mais direta:

“Porque você pega este dinheiro e dá de comer a uma criança que passa fome ou um animal? Coisa do satanás essas bonecas”.

Teve quem enxergasse no fenômeno uma forma de manipulação midiática: “O Brasil é complicado. Escândalo do INSS, daí começa essa onda de bebês reborn para tirar o foco de assuntos sérios”.

Muitos comentários também ironizaram o aspecto emocional envolvido.

“Nunca, jamais. Tenho filhos e netos de verdade, me abraçam e eu os abraço. Todos de carne e osso. Graças a Deus”, disse um seguidor.

Outro completou: “Adotaria uma criança de verdade. Nunca compraria uma porcaria dessas”.

Entre o afeto simbólico e o colecionismo

Apesar da rejeição predominante, algumas vozes se levantaram em defesa dos bonecos. Uma seguidora relatou:

“Simmmm! Já tenho uma coleção e compraria sim. Amo essa arte! Trabalho, tenho esposo, filhos, netos, cães, gatos e sou normal, kkkkk. Compro com meu dinheiro!”.

Outro comentário destacou o uso infantil como justificativa válida para a compra:

“Comprei dois. Minha filha tem 6 anos, ela trata como um bebê de verdade porque é criança. Idade adequada pra brincar de boneca”.

Por outro lado, houve também quem criticou o apelo comercial:

“Prefiro gastar meu dinheiro com coisas mais úteis como livros, comer bem, vestir bem. Não para comprar bonecos da moda e enriquecer fabricante”.

Além de movimentar as redes sociais, o tema dos bebês reborn também foi debatido entre os profissionais da saúde e chegou ao Congresso Nacional: três projetos de lei foram protocolados recentemente.

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Mais que uma moda, um espelho social

O debate em torno dos bebês reborn expõe um choque de percepções sobre consumo, afeto simbólico, saúde mental e moralidade pública.

Para alguns, os bonecos são um hobby ou forma de expressão emocional legítima. Para outros, são um sintoma de alienação ou exagero que beira o absurdo.

A enquete promovida pelo RealTime1, e sua repercussão, mostram que, mais do que um produto curioso, os bebês reborn se tornaram um fenômeno cultural capaz de despertar sentimentos intensos e conflitantes. Ao que tudo indica, o assunto ainda vai render.

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