Engenheiros alemães desenvolveram um método para criar materiais de construção biogênicos, usando bactérias para fabricá-los – as bactérias se multiplicam em uma solução nutritiva, alimentadas pela própria fotossíntese.
Quando agregados, recebendo materiais conhecidos como “cargas” – como areia, basalto ou outras matérias-primas -, a solução gera estruturas sólidas semelhantes a rochas.
Ao contrário da produção tradicional de concreto, este processo não emite dióxido de carbono (CO2), que é prejudicial ao meio ambiente. Em vez disso, o CO2 fica preso dentro do próprio material.
A peça central do processo são as cianobactérias, também conhecidas como algas verde-azuladas. À medida que a luz, a umidade e a temperatura interagem, esses microrganismos fotossintéticos formam estruturas conhecidas como estromatólitos, feitas de calcário.
Essas estruturas biogênicas semelhantes a rochas existem na natureza há 3,5 bilhões de anos, o que atesta a resiliência e durabilidade desse processo biológico. O CO2 é capturado da atmosfera como parte do processo de mineralização e depois fica ligado à rocha biogênica.
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