quarta-feira, 23 de setembro de 2026
IMÓVEL MAIS CARO

Vazante elevou preços da Construção Civil, diz Sinduscon-AM

Presidente do Sinduscom-AM diz que vazante afetou preços de insumos preponderantes da construção civil
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Construção civil

O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, atribuiu, nesta segunda-feira (12/2), à vazante dos rios o fato do custo do metro quadrado construído no Estado ter explodido nos últimos três meses, batendo R$ 1,807,25 no mês de janeiro, bem acima da media nacional que é de R$ 1,725,52.

O custo do metro quadrado construído no Amazonas é medido pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foi divulgado na última sexta-feira (9/2).

Frank Souza contou que a dificuldade logística de transporte hidroviário para Manaus começou a afetar o custo do metro quadrado construído no Amazonas a partir de setembro do ano passado e atingiu produtos que são preponderantes na cesta de formação do custo da construção, como o cimento e o aço.

“O preço do cimento e do aço se descolaram do que era praticado naquele momento, algo em torno de 10%. E o que é pior, a grande dificuldade é que os preços que se elevaram não voltam mais aos patamares anteriores”, analisou o dirigente do Sinduscom-AM.

Outros fatores que afetaram os custos da Construção Civil

Para além dos estragos causados pela vazante no setor e na economia do Amazonas, Frank Souza acrescenta que há dois outros fatores que constantemente afetam os preços praticados pela indústria no Estado: energia elétrica e combustíveis.

“A energia elétrica em Manaus é muito cara e, no interior, é ainda pior. O combustível é a mesma situação. Imagine o custo de levar de balsa o insumo para municípios do interior. Fica muito caro”, explica Frank Souza.

Mas há também fatores atenuantes que puxam esse custo para baixo e ajudam a indústria amazonense a não ter seus custos ainda mais elevados, dentre estes o custo da mão-de-obra e o tipo de produto construído pelas empresas.

Este principal produto é o Econômico, cujo preço final é acessível a uma maioria do mercado consumidor, daí que ele representa quase 90% de todo o mercado imobiliário amazonense.

Já o custo da mão-de-obra está, segundo Frank Souza, estabilizado e ajuda a diminuir o impacto no custo final do metro quadrado construído. Conforme o dirigente, o custo da mão de obra no Amazonas é o décimo quinto, se levado em conta todos os estados brasileiros

“Então o que afeta mesmo é o material, até porque o Amazonas produz poucos insumos para a Construção Civil, limitando-se apenas aos produtos minerais (areia, barro, tijolo)”, completa Frank Souza.

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