quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Eneva pretende construir usina termelétrica no interior do Amazonas

A previsão é que sejam perfurados entre cinco e sete poços, incluindo a área de concessão do campo de Azulão e os blocos AM-T-62, AM-T-84 e AM-T-85, na Bacia do Amazonas.
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A Eneva projeta construir uma usina termelétrica próximo ao campo de Azulão, na Bacia do Amazonas, até o final de 2022. A estimativa é que o projeto demande investimentos entre R$100 milhões e R$120 milhões. A nova estrutura compõe o plano de expansão nas explorações do gás natural na Amazônia.

A companhia tem o objetivo de aumentar as reservas da empresa na região. Segundo a Eneva, a previsão é que sejam perfurados entre cinco e sete poços, incluindo a área de concessão do campo de Azulão e os blocos AM-T-62, AM-T-84 e AM-T-85, na Bacia do Amazonas.

A empresa informou que a decisão de antecipar uma nova certificação de reservas, este ano, visa as oportunidades dos leilões de energia e ainda, a ocorrência de licitações previstas para os próximos anos, tendo em vista que o governo se comprometeu em contratar 8 gigawatts (GW) de usinas a gás, em diferentes regiões, dentro do acordo para aprovação do projeto de capitalização da Eletrobrás.

“Decidimos certificar para habilitar projetos da nossa carteira que podem vir a ser leiloados no fim do ano. A dois quilômetros de Azulão há uma subestação com espaço para conexão. Chegamos a participar de leilão no passado. Estamos agora revisitando o projeto. Já tem licenciamento, está bastante adiantado”, disse o diretor de operações da Eneva, Lino Cançado.

Companhia detém 6,3 metros cúbicos de reservas

Relatório elaborado pela consultoria Gaffney, Cline & Associates e divulgado pela Eneva, em agosto, aponta que a companhia detém 6,3 bilhões de metros cúbicos de reservas certificadas em Azulão. Desse total, 3,6 bilhões de metros cúbicos estão comprometidos com o projeto termelétrico Jaguatirica II – usina de 141 megawatts (MW) que a empresa constrói em Roraima e que vai receber, a partir do fim do ano, o gás produzido em Azulão via carretas de gás natural liquefeito (GNL).

Texto: Priscila Caldas com informações do Valor Econômico

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