A adesão ao gás natural é crescente no estado. Até o mês de agosto deste ano, a Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) contabilizou atendimento a mais de seis mil unidades consumidoras, um crescimento de 43% em relação aos 3,4 mil pontos abastecidos em igual período do ano anterior. A economia é o principal fator da demanda pelo insumo.
De acordo com a Cigás, a meta é de até 2025 atender 21 mil unidades consumidoras, entre os segmentos termelétrico, industrial, veicular, comercial e residencial. Para isso, a concessionária executa um pacote de obras de distribuição do gás natural, com investimentos de R$780 milhões.
“A expectativa é que esses investimentos realizados pela Companhia possam servir de atrativo para a instalação de novos empreendimentos comerciais, empresariais e também para os residenciais, ao longo do trajeto da rede de gasoduto, uma vez que a economia proporcionada pelo gás natural é o maior atrativo aos usuários”, informou a Cigás.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com base no cenário mercadológico local, apontam que o uso do gás natural pode gerar economia de até 54% para as indústrias, em comparação com outros combustíveis. Segundo a Cigás, atualmente, 52 fabricantes do PIM utilizam o insumo em seus processos fabris.
No caso de empreendimentos comerciais, a redução nos custos pode chegar a até 47%. Estabelecimentos como restaurantes, academias, lavanderias e supermercados, por exemplo, têm contenção nos gastos com os sistemas de aquecimento de água, cozimento de alimentos e, inclusive, climatização de ambientes.
No ambiente residencial, a economia a partir da adesão ao gás natural pode chegar a 46%, segundo a ANP.
Expansão da canalização beneficiará o PIM
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, a expansão na distribuição do gás natural contribuirá para a redução de custos à indústria, ao mesmo tempo em que beneficiará o meio ambiente.
“É fundamental que tenhamos a ampliação da oferta de gás natural para o PIM. O gás natural é uma fonte energética que possui um menor custo de manutenção e uma baixa corrosão dos equipamentos. Além disso, o ponto de combustão é facilmente regulável e seu manuseio mais barato. Os ganhos são inúmeros, especialmente por se tratar de uma fonte de energia mais limpa e econômica”, comentou.
O vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, destacou que a ampliação da oferta de gás natural é uma boa notícia para o setor industrial, ao considerar que as indústrias estão sempre buscando novas matrizes energéticas para aprimorar seus processos fabris e reduzir os custos.
“O gás natural é menos oneroso e tem uma fonte quase que inesgotável no Amazonas, o que gera redução de custos e fomenta a economia do estado. Atualmente, com a energia elétrica majoritariamente gerada por hidrelétricas, a crise hídrica nos coloca em alerta e nos faz indagar se teremos energia para suprir a demanda do nosso parque industrial. E sabemos que as crises hídricas são cíclicas, voltarão ainda mais severas no futuro”, analisa.
Abrasel vê possibilidade de barateamento dos preços
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Seccional Amazonas (Abrasel-AM), Fábio Cunha, a expansão do fornecimento do gás natural deverá reduzir os custos e consequentemente, poderá resultar em barateamento dos serviços.
“Será mais uma possibilidade de abastecimento a menor preço, o que possibilitará o barateamento dos produtos e serviços. É o desenvolvimento chegando”, disse.
Texto: Priscila Caldas
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