Ao lado do coronel Franco Duarte, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, o governador Wilson Lima classificou o cenário do Amazonas como o “momento mais crítico” em decorrência do aumento significativo dos casos de Covid-19. Ele também admitiu que tem encontrado dificuldade em conseguir alguns insumos, como oxigênio, para o enfrentamento à doença no Estado.
Além deles, estavam no pronunciamento do Governo do Amazonas o secretário estadual de saúde, Marcellus Campêlo e a coordenadora de infectologia da FVS-AM, Tatiana Amorim. Eles apresentaram um panorama do que o Amazonas viveu nas últimas 48 horas.
Consumo de oxigênio
O secretário de saúde apresentou a variação no consumo de oxigênio durante o primeiro pico da pandemia, vivido entre abril e maio do ano passado, e o uso nos dias atuais. Marcellus falou que, ano passado, o consumo diário de oxigênio girava em torno de 30 mil metros cúbicos e que, neste momento, são utilizados algo em torno de 70 mil metros cúbicos. Veja o gráfico apresentado:

O secretário frisou que somente na última quinta-feira (7), a empresa que fornece o produto para o estado informou sobre problemas com a logística para o abastecimento dos tubos e, também, da ineficiência quanto ao suporte da demanda que o sistema precisa.
“Foi a partir de então que trabalhamos, juntos com o Governo Federal, para dar apoio à logística. Fizemos um planejamento, mas a demanda nos surpreendeu”, disse.
Operação Oxigênio
Apresentando números mais precisos, o coronel Franco Duarte disse que, hoje, estão sendo usados 76.500 metros cúbicos de oxigênio na rede de saúde do Amazonas e que a produção diária é de 28.200 metros cúbicos, resultando num déficit de 48.300 metros cúbicos do produto para suprir a demanda. Veja:

“É difícil traçar estratégias acertadas para um vírus invisível e mutante. Por isso é importante a união de todos nessa luta. Isso também mostra o esforço do SUS para que a gente consiga equalizar esse item tão nobre nesta guerra”, falou o secretário do Ministério da Saúde.
Duarte falou sobre os desafios que os órgãos enfrentam na operação para a aquisição e o transporte do oxigênio para o Amazonas.
“A White Martins disponibilizou 28 carretas para ajudar a suprir a demanda de Manaus. Carretas de 10 a 25 mil metros cúblicos. Proporcionou também o transporte por balsas, que comportam de três a quatro carretas e que levam de cinco a seis dias de viagem. Sabemos que a velocidade do SARCOVS-2 é muito rápida e a única solução imediata é, realmente o nosso transporte aéreo”, explicou.
Duarte apresentou as plantas da empresa:

“A logística para trazer o oxigênio para o Amazonas é muito difícil”, frisou.

Com a explanação, o secretário do MS pontuou que é mais viável o transporte aéreo dos pacientes.
Justiça acionada
O governador também informou que acionou a Justiça para garantir que a empresa que fornece o oxigênio abasteça a rede hospitalar conforme a demanda do sistema.
“O Estado do Amazonas está tomando algumas providências relacionadas ao oxigênio. Nós já entramos com uma ação na Justiça contra a empresa para garantir que ela abasteça em quantidade suficiente a rede hospitalar para atender esses nossos irmãos acometidos da Covid-19”, disse.
Texto: Rosianne Couto
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