O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foi eleito presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) para o biênio 2025-2027. A eleição e posse ocorreram nesta segunda-feira (7/3), durante a 87ª Reunião Geral da entidade, em Brasília, com a presença de gestores municipais e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
A eleição foi feita por chapa única e marca a saída do ex-prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira. Sem nenhum representante da região Norte, a nova diretoria executiva da FNP contará com os prefeitos Sebastião Melo (Porto Alegre), Ricardo Nunes (São Paulo), Adriane Lopes (Campo Grande) e Evandro Leitão (Fortaleza) nas vice-presidências.
Também integram o grupo os prefeitos João Campos (Recife), Rodrigo Neves (Niterói), Cícero Lucena (João Pessoa) e a prefeita Margarida Salomão (Juiz de Fora).
Eduardo Paes destacou que a FNP representa 415 cidades com mais de 80 mil habitantes, onde vivem 61% da população brasileira e são gerados 74% do PIB nacional.
Durante sua gestão, Eduardo Paes promete priorizar três temas: segurança pública, mobilidade urbana e mudanças climáticas.
Ao assumir a presidência, Paes criticou pontos da reforma tributária e disse que a medida reduziu a autonomia financeira dos municípios, especialmente no setor de serviços. “O Brasil andou para trás ao retirar essa autonomia dos municípios”, afirmou.
Apesar das críticas, o prefeito do Rio reforçou a importância da união entre os gestores e defendeu o fortalecimento do papel dos municípios nas decisões nacionais. “Se nos unirmos, podemos enfrentar essas dificuldades e reduzir os impactos nas cidades”, disse.
Um dos principais temas debatidos no encontro também foi a segurança pública. Paes citou a decisão recente do STF que reconhece a responsabilidade dos municípios na área e defendeu que os prefeitos têm agora a chance de atuar diretamente com políticas adaptadas à realidade local.
No entanto, ele criticou a exclusão dos prefeitos das discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que será debatida nesta semana na casa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).
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