terça-feira, 22 de setembro de 2026

Editora do Inpa lança sete publicações durante a COP30 e aproxima a ciência do público

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Três participantes falam ao público durante lançamento de livros do Inpa na COP30, diante de painel com trabalhos têxteis.
Pesquisadores do Inpa apresentam novos títulos da editora durante atividade na Casa da Ciência, no Parque Zoobotânico Emílio Goeldi, em Belém (Foto: Lucciano Lima/ Ascom Inpa)

A Editora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) lançou sete novas publicações durante atividade realizada na Casa da Ciência, no Parque Zoobotânico Emílio Goeldi, em Belém.

O evento integrou a programação paralela da COP30 e reuniu visitantes que acompanharam os lançamentos.

A iniciativa aproximou pesquisadores, estudantes, famílias e leitores interessados na produção científica desenvolvida na Amazônia, fortalecendo o diálogo com diferentes públicos.

O diretor do Inpa, Henrique Pereira, afirmou que a programação ampliou o alcance das obras. “Foi um momento de grande visibilidade para os nossos autores com as produções científicas do Inpa. Um contato direto com o público e um momento muito agradável de convívio, inclusive com sorteios das obras com mais de 100 participantes, em um momento ímpar de celebração da ciência amazônica”, disse.

Mudanças climáticas e sociobiodiversidade

Duas publicações dedicadas aos impactos das mudanças climáticas sobre a herpetofauna amazônica foram apresentadas pela pesquisadora Fernanda Werneck e pela equipe do Laboratório de Ecologia e Evolução de Vertebrados (Leevi).

O livro “Emergência Climática e a Sociobiodiversidade Amazônica” reúne pesquisas sobre anfíbios e répteis, espécies sensíveis às alterações ambientais.

“Estamos muito felizes em compartilhar com a comunidade esses produtos de um longo trabalho desenvolvido no laboratório, com financiamento da Fapeam e CNPq, para trabalharmos as questões de como as emergências climáticas e a crise de perda de espécies da biodiversidade são interligadas”, afirmou Werneck.

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A segunda obra, voltada ao público infantil e juvenil, é a 2ª edição de “A Herpetofauna Amazônica e as Mudanças Climáticas: Vamos Aprender Colorindo?”, assinada por Werneck, Felipe Zanusso, Jordana Ferreira, Geovana da Silva e William Nascimento.

O livro utiliza ilustrações e linguagem acessível para introduzir conceitos científicos a diferentes faixas etárias.

“Os livros são a culminação de vários projetos de pesquisa, extensão e popularização, e trazem um sumário de como as pesquisas são desenvolvidas no Leevi”, completou Werneck.

Educação ambiental

A publicação “Vamos Virar o Jogo: Tecendo na Amazônia a Educação Ambiental pelo Clima e pela Vida”, organizada por Maria Henriqueta Andrade Raymundo, Luiza Magalli Pinto Henriques, Henrique dos Santos Pereira, Hendryo André e Marcos Sorrentino, apresentou reflexões sobre práticas pedagógicas diante da crise socioambiental.

Para Sorrentino, diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do Ministério do Meio Ambiente, a obra expressa uma construção coletiva.

“A obra é uma provocação voltada a ‘virar o jogo’ da degradação socioambiental. Reunimos olhares amazônicos que ajudam a compreender e agir de forma educadora e comprometida com a problemática ambiental.”

Recuperação de áreas degradadas

O título “Cicatrizando feridas: recuperando áreas degradadas na Amazônia”, organizado pelos pesquisadores Rogério Gribel e Gil Vieira, reúne experiências com manejo do solo, diagnósticos ambientais e integração de saberes locais.

“O livro relata experiências de diferentes tipos de impactos ambientais e como pesquisadores e técnicos interferiram para que o ambiente se recuperasse mais rapidamente e se transformasse em um ambiente mais produtivo”, explicou Gribel.

Alimento e conhecimento

A obra “Ariá: um alimento de memória afetiva” aborda o tubérculo amazônico Goeppertia allouia, presente na culinária regional.

O título, finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico na categoria Ilustração, partiu da iniciativa do pesquisador Eli Minev Benzecry de reunir informações dispersas sobre o ariá.

A coautora Noemia Ishikawa destacou o caráter multilíngue da obra. “O livro foi escrito em português, inglês e tukano com a intenção de dialogar tanto com leitores do Brasil quanto de outros países. Também lançamos a série Mycelia 5, que aborda a micodiversidade e os fungos como oportunidade de renda na Amazônia.”

Ciência pan-amazônica

O livro trilíngue “Caminhos para a Ciência Pan-Amazônica (Caminos hacia la Ciencia Panamazónica / Pathways to Pan-Amazonian Science)” foi produzido por pesquisadores de oito instituições de cinco países da Pan-Amazônia que compõem a Rede Bioamazonia, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

A publicação reúne análises sobre bioeconomia, sistemas de conhecimento e governança local, gestão da biodiversidade e conflitos socioambientais.

Segundo o diretor do Inpa, Henrique Pereira, que também é vice-presidente da Rede Bioamazonia, “é a primeira vez que as principais instituições de ciência e tecnologia dos países amazônicos se reúnem para criar um protocolo técnico e científico integrado”.

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