O edital para a formação da lista tríplice para o cargo de diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) para um mandato de quatro anos deverá ser aprovado e divulgado nesta sexta-feira (23).
A informação foi divulgada pelo presidente do Comitê de Busca, Eron Bezerra, em entrevista ao podcast Sim&Não, do jornal A Crítica.
“O edital será aberto de 1º de julho até o dia 30. Nesse período, nós vamos receber inscrições ou buscar [nomes para ocupar o cargo]”, disse.
“Se eu chegar à conclusão que não está tendo procura, que não tem ninguém se inscrevendo, esse comitê tem o dever e obrigação de ligar para professores, pesquisadores, buscar gente”, explicou, sobre a dinâmica do colegiado, que conta com quatro outros membros, indicados pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, a quem caberá a escolha do novo diretor ou diretora a partir da lista tríplice aprovada pelo comitê.
Eron disse que os candidatos não necessariamente precisam ser do quadro do Inpa. A seleção, disse ele, está aberta inclusive para empresários, desde que preencham os três critérios para participar do processo:
- Ter doutorado
- Ter experiência administrativa
- Apresentar um plano de trabalho
Após se inscreverem, os candidatos terão que fazer uma exposição pública desse plano de gestão e depois, individualmente, serão sabatinados pelos membros do comitê.
Questionado se o alinhamento com o governo Lula terá peso na definição do nome, Eron Bezerra disse que esse é um aspecto a ser considerado, mas não o único. O principal, afirmou ele, é estar alinhado com o pensamento científico e social da região.
Em razão disso, ele disse que, pessoalmente, não indicará “bolsonaristas” para integrar a lista.
“A ministra Luciana Santos é presidente nacional do PCdoB. Ela terá algum problema em ter alguém que não seja do PT, do PCdoB no Inpa? Nenhum problema. Agora, essa pessoa tem que estar afinada com a política do governo federal, que me parece que não é alguém que nega a ciência”, declarou Eron.
“Uma pessoa que é contra a vacina, que acha que a Terra plana, que vê um cristo na goiabeira… como é que eu vou administrar esse problema num instituto de pesquisa? Então, critério será esse: científico, fundamentalmente”, completou.
“Agora, eu pessoalmente jamais recomendarei para um órgão de pesquisa na Amazônia ou em qualquer lugar do Brasil alguém que é contra a ciência, que é contra vacina, que acha que a Terra é plana. Eu não posso levar à sério uma pessoa dessa e é exatamente isso que vamos avaliar na entrevista”, disse.
“O mandato é de quatro anos. Não é obrigatório ser do Inpa, nem mesmo da academia. Pode ser um empresário. Ele é aberto a qualquer pessoa. Tem pré-requisito: tem que ter doutorado. Se o empresário tem doutorado, tem experiência administrativa, ele pode se candidatar”, revelou.
Nomeação para o MCTI
Anunciado como secretário para da Amazônia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Eron Bezerra disse que ainda não foi nomeado por questões técnicas da Casa Civil, mas que já recebeu a informação de que a nomeação deverá sair até o próximo dia 30.
Eleições 2024
O ex-deputado confirmou que lançará pré-candidatura à Prefeitura de Manaus no ano que vem para levantar um debate no campo da esquerda e do progressismo manauara, que, segundo ele, levou “peia” da direita e do bolsonarismo nas últimas eleições.
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