fbpx

terça, 07 de dezembro de 2021

Projeto de reaproveitamento de resíduos da pesca vence prêmio SDSN Amazônia

Projeto "Sustentabilidade da cadeia produtiva do peixe com o uso de resíduos para a produção de suplementos funcionais", do INPA, recebeu premiação no valor de R$ 15 mil.

28 de outubro de 2021

Compartilhe

Foram submetidas 12 soluções do Brasil, Venezuela, Peru, Itália e Equador (Foto: Divulgação)

O projeto brasileiro “Sustentabilidade da cadeia produtiva do peixe com o uso de resíduos para a produção de suplementos funcionais” foi o vencedor da 4ª edição do Prêmio da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (SDSN Amazônia), recebendo a premiação de R$ 15 mil para incentivar ainda mais a iniciativa.

O anúncio do ganhador foi realizado, nesta semana, na cerimônia de premiação, com transmissão através do canal da SDSN Amazônia no YouTube e a participação do presidente da SDSN Amazônia, Virgilio Viana, da Coordenadora da SDSN Amazônia, Carolina Ramirez, do Presidente do Comitê Científico da SDSN Amazônia, Adalberto Luis Val, e dos representantes das organizações financiadoras do prêmio, a Sócia-fundadora do Instituto Amigos da Amazônia (iAMA), Giselle Lins, e a representante da Green Economy Coalition (GEC), Marysol Goes. A SDSN Amazônia é secretariada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

No total foram submetidas 12 soluções do Brasil, Venezuela, Peru, Itália e Equador abordando a temática “Soluções para uma nova bioeconomia Amazônica”. O intercâmbio de informações entre os povos da Amazônia foi destacado pelo presidente da SDSN Amazônia, Virgilio Viana, que também é superintendente geral da FAS.

“É muito importante trocarmos experiências entre os países da Amazônia e esse prêmio faz parte dessa estratégia, onde trazemos as pessoas que têm soluções inovadoras para apresentarem suas experiências e que compartilhem com outras populações que enfrentam desafios semelhantes. Já temos um histórico de projetos premiados pelo Prêmio SDSN Amazônia, 2021 é um novo capítulo dessa iniciativa e esperamos, a cada ano, trabalharmos com temas específicos em busca de mais soluções e bons frutos”, ressalta.

“Tivemos um conjunto significativo de propostas, que foram submetidas a um processo de avaliação pelo nosso comitê científico levando em conta critérios como a relevância para a área, caráter inovador e sustentabilidade, viabilidade financeira, escalabilidade, impacto atual ou potencial da proposta e o alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Recebemos propostas de diversos países e de vários aspectos dentro do que pensamos para o prêmio, o que é muito positivo”, explica o Presidente do Comitê Científico da SDSN Amazônia, Adalberto Luis Val.

A sócia-fundadora do Instituto Amigos da Amazônia (iAMA), um dos financiadores da 4ª edição do prêmio, Giselle Lins, participou do evento virtual e destacou a importância para a instituição em fazer parte da premiação. “O objetivo do iAMA é dar velocidade à roda e não reinventá-la. Acreditamos que ao somar com outras instituições que já trabalham há anos pela Amazônia, através de ações, como financiamentos a prêmios como o da SDSN, esse que traz soluções inovadoras, é como podemos unir forças e ver os bons frutos futuramente”, afirma Giselle.

Na cerimônia, também foram premiados o segundo e terceiro colocados no prêmio recebendo, respectivamente, R$ 10 mil e R$ 5 mil reais. O projeto peruano “Integra Cacao – Aproveitamento integral do cacau”, do Amazônica para a Amazônia (AMPA), ficou na segunda colocação. O terceiro colocado foi a iniciativa “Alimentação sustentável: produção de cogumelos silvestres da Amazônia nas comunidades amazônicas Kichwa no Equador”,  sob coordenação da Universidad Regional Amazónica Ikiam.

Projeto vencedor

O projeto vencedor do Prêmio SDSN Amazônia 2021 é realizado pela Coordenação da Sociedade Ambiente e Saúde do Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (INPA). Tem o objetivo de incentivar o reaproveitamento de resíduos da indústria pesqueira para a produção de gelatinas e farinhas, que podem ser usados em suplementos dietéticos, cosméticos e como fontes de compostos bioativos/funcionais e naturais na indústria de alimentos, agregando valor à indústria pesqueira. Também minimiza o impacto causado pela alta quantia de resíduos gerados, que representam problemas de armazenagem, transformação e eliminação nos campos ecológico e econômico.

“O momento do anúncio (do vencedor) foi emocionante para mim, porque é uma honra participar de um prêmio com tamanha visibilidade e sair vencedora. São mais de 10 anos de trabalho em parceria com o pesquisador Jaime Paiva Lopes Aguiar, que mostra que podemos alcançar ainda mais possibilidades”, afirma a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e responsável pelo projeto, Francisca das Chagas do Amaral Souza.

A pesquisadora garante ainda que a iniciativa premiada tem viabilidade para ser desenvolvida em comunidades da Amazônia. “Queremos propagar a ideia de que não é difícil reaproveitar os resíduos. É uma tecnologia simples que pode ser repassada e gerar impactos positivos para a melhoria da qualidade de vida e sustentabilidade nos locais de atuação”, explica.

Sobre a SDSN Amazônia

A SDSN Amazônia é uma rede que visa integrar os países da Bacia Amazônica, mobilizando universidades, organizações não governamentais, centros de pesquisa, organizações multilaterais e sociedade civil para promover a resolução prática de problemas para o desenvolvimento sustentável da região. A iniciativa faz parte da Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável da ONU (SDSN Global) e tem a secretaria executiva realizada pela FAS.

Sobre o Hub de Bioeconomia Amazônica

O Hub de Bioeconomia Amazônica é uma iniciativa criada a partir da parceria da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) com a Coalizão de Economia Verde (Green Economy Coalition – GEC em inglês), buscando acelerar a transição para uma economia verde e inclusiva na Amazônia. O hub reúne mais de 53 organizações (sociedade civil, empresas, trabalhadores, governos, agências internacionais da ONU e acadêmicos) conectadas a outros sete hubs em todo o mundo.

Fonte: Fundação Amazônia Sustentável (FAS)

Leia mais:

Leia mais sobre Economia & Negócios

Construtora inscreve pessoas negras para programa nacional de trainee

O objetivo é promover maior equidade de oportunidades no ambiente corporativo - especialmente no que se refere à ocupação de cargos de liderança.

6 de dezembro de 2021

Fluxo no transporte hidroviário intermunicipal aumenta 21% em novembro

Em novembro, 87.657 pessoas utilizaram embarcações, com saída dos postos de fiscalização da Arsepam em Manaus, para outros municípios do estado. Em outubro, foram 72.288.

6 de dezembro de 2021

Saques em poupança superam depósitos em R$ 12,37 bilhões

De janeiro a novembro, foi registada retirada líquida de R$ 43,157 bilhões. Em 2020, a poupança captou R$ 166,31 bilhões em recursos, o maior valor anual da série histórica.

6 de dezembro de 2021

Brasil lança oficialmente os selos nacionais de Indicações Geográficas

Selos nacionais de Indicação de Procedência ou Denominação de Origem serão lançados oficialmente no IV Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas.

6 de dezembro de 2021

Banco do Brasil realiza mutirão para renegociação de dívidas

Mutirão de negociação de dívidas começa nesta segunda-feira (6) vai até o dia 17 de dezembro, com descontos de até 95% para pagamento à vista das dívidas vencidas.

6 de dezembro de 2021

INSS divulga calendário de pagamentos para 2022; confira

Os depósitos para 36 milhões de beneficiários seguirão a sequência de anos anteriores, com um calendário para quem recebe um salário mínimo e outro para quem ganha mais.

6 de dezembro de 2021

Mais de 2 mil bolsas de pós-graduação são disponibilizadas em Manaus

As inscrições para as bolsas de estudo de 100%, 70% e 50% seguem até o dia 28 de janeiro. A primeira chamada dos selecionados acontece no dia 1º de fevereiro de 2022.

6 de dezembro de 2021

Cartões chegam ao Juruá: auxílio injetará R$ 4,8 milhões/ano em Eirunepé

Com o benefício mensal no valor de R$ 150, a estimativa é de que aproximadamente R$ 400.950 sejam injetados na economia da cidade, mensalmente.

6 de dezembro de 2021