fbpx

sexta, 01 de julho de 2022

IBGE: PIB cresceu 1,2% em 2019, chegando a R$ 7,389 trilhões

Em 2019 nove dos 12 grupos de atividades econômicas registraram crescimento ou estabilidade. A agropecuária cresceu 0,4%, a indústria caiu 0,7% e os serviços cresceram 1,5%.

5 de novembro de 2021

Compartilhe

Dados do Sistema de Contas Nacionais foram divulgados nesta sexta-feira (Foto: Reprodução)

Em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve alta de 1,2% ante 2018 e atingiu R$ 7,389 trilhões. O PIB per capita foi de R$ 35.161,70, uma alta de 0,4%. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais 2019, divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O instituto explica que o que o Sistema de Contas Nacionais agrega novos dados às Contas Nacionais Trimestrais, mais amplos e detalhados, tanto do IBGE como de fontes externas.

Segundo os dados apresentados, em 2019 nove dos 12 grupos de atividades econômicas registraram crescimento ou estabilidade. A agropecuária cresceu 0,4%, a indústria caiu 0,7% e os serviços cresceram 1,5%.

O consumo das famílias, que responde por 74,8% da demanda final e por 63,7% do PIB, cresceu 2,6%. “A variação média de preços dos bens e serviços consumidos pelas famílias foi de 3,7% e o valor do consumo final per capita mensal das famílias passou de R$ 1.768,05, em 2018, para R$ 1.865,97, em 2019”, indica o IBGE.

A despesa de consumo final do governo caiu 0,5%, após alta de 0,8% em 2018. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) subiu 4%, somando R$ 1,1 trilhão em 2019, o segundo resultado positivo depois de quatro quedas consecutivas. A taxa de investimento ficou em 15,5%, um crescimento de 0,4 pontos percentuais em relação a 2018, voltando ao patamar de 2016.

Revisão no PIB

De acordo com o IBGE, o crescimento do PIB em 2019 foi revisado de 1,4% para 1,2%.

“Essa revisão decorreu, principalmente, da incorporação de novos dados sobre o impacto econômico do rompimento da barragem de Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019. Com isso, a queda da Indústria extrativa mineral foi ajustada de -0,9% para -9,1%. O impacto dessa revisão sobre a taxa de crescimento do Valor Adicionado Bruto da Indústria foi de -1 ponto percentual”, informa o instituto.

Com a taxa de 2019, o país registra três anos seguidos de crescimento no PIB, com 1,8% em 2018 e 1,3% em 2017. Porém, essas altas não foram suficientes para reverter a queda de 6,7% acumulada em 2015 e 2016, segundo o IBGE.

O instituto destaca que o crescimento de 1,2% em 2019 foi decorrente do aumento de 1% no valor adicionado bruto, com destaque para o grupo serviços que cresceu 1,5%. Os impostos sobre produtos, líquidos de subsídios, cresceram 2,7%.

O comércio subiu 1,6% em 2019, com destaque para o volume do milho em grão (42%), caminhões e ônibus (23%) e álcool (13,8%). As atividades imobiliárias cresceram 2,4% e outras atividades de serviços cresceram 2,8%.

A atividade energia elétrica, gás natural e outras utilidades cresceu 3,2%, enquanto água, esgoto e gestão de resíduos cresceu 1,1%. A construção reverteu os resultados negativos apresentados desde 2014 e em 2019 teve alta de 1,9%.

Financiamento da economia nacional

O IBGE destaca, ainda, que a necessidade de financiamento da economia brasileira foi de R$ 241 bilhões em 2019, uma alta de 44,5% em relação a 2018, quando atingiu R$ 166,7 bilhões.

“Contribuiu para o aumento, o desempenho do comércio exterior, pois enquanto as exportações de bens e serviços apresentaram crescimento nominal de 1,8% (R$ 1,03 trilhão, em 2018, contra R$ 1,04 trilhão, em 2019), as importações de bens e serviços experimentaram maior elevação, de 9,4% (de R$ 997 bilhões, em 2018, para R$ 1,1 trilhão, em 2019)”, informou o instituto.

Outra contribuição para o resultado foi o aumento líquido do envio de rendas de propriedade ao resto do mundo, que, segundo os dados do IBGE, passou de R$ 195,7 bilhões em 2018, para R$ 199,1 bilhões.

Após três anos de crescimento, a poupança bruta caiu, passando de R$ 507,9 bilhões, em 2018, para R$ 438,6 bilhões, em 2019. A capacidade de financiamento das empresas financeiras passou de R$ 149,8 bilhões para R$ 132,3 bilhões, uma queda nominal de 11,7%.

A necessidade de financiamento do setor público, no setor de governo geral, teve queda de 14%, passando de R$ 429,2 bilhões em 2018, para R$ 369,6 bilhões em 2019. O movimento se explica pelo crescimento de 7,9% da receita total, influenciado pelos R$ 83,9 bilhões em receita no bônus de partilha na produção de petróleo do pré-sal, apesar da variação de 5,9% das despesas das três esferas de governo.

No setor famílias, 2019 teve crescimento nominal de 6,4% na despesa de consumo final, mas a capacidade de financiamento das famílias aumentou 13,6%, chegando ao valor de R$ 184,6 bilhões. A remuneração dos empregados subiu 5,3%, as rendas de propriedade recebida aumentaram 6,5% e as rendas de propriedade pagas caíram 5,3%.

Outra contribuição para o resultado foi o aumento de 9,2% em termos nominais dos benefícios sociais recebidos pelas famílias.

Fonte: Agência Brasil

Leia mais:

Leia mais sobre Economia & Negócios

Manaus vai sediar maior evento de networking de Tecnologia e Inovação

Estão abertas as inscrições para o ‘AATEC Day 2022’, evento gratuito voltado para gestores e profissionais de Tecnologia e Inovação. Evento vai acontecer em 23 de julho.

1 de julho de 2022

Micro e pequenas empresas poderão renegociar dívidas com a União até 31 de outubro

Inadimplência tributária pode ocasionar a exclusão do Simples Nacional, importante regime criado para as MPE, que proporciona o recolhimento de impostos em via única.

1 de julho de 2022

Geladeiras devem exibir nova etiqueta de eficiência energética a partir de hoje

Nova etiqueta traz três subclasses, indicando diferença de consumo de até 30% entre os produtos mais eficientes. Além disso, um QR Code vai remeter ao status do refrigerador.

1 de julho de 2022

AM pode atrair investimentos de bancos internacionais, diz BNDES

Presidente do BNDES, Gustavo Montezano, participa de eventos que discutem investimentos e economia verde da Amazônia, em Manaus com bancos internacionais.

1 de julho de 2022

Festa do Leite e Feira Agropecuaria devem injetar R$ 5 milhões em Autazes

Festa do Leite e Feira Agropecuária de Autazes terão instituições bancarias com oferta de linhas de créditos voltadas para produtores do setor rural do município.

30 de junho de 2022

Veja quais são as novas regras para atendimento nas agências do INSS

Novas regras passam a valer a partir da segunda-feira (4). Mudança inclui a determinação de que as agências fiquem abertas na semana, por seis horas diárias, sem interrupção.

30 de junho de 2022

Polo de Duas Rodas confirma projeção de crescimento no AM em 8% para 2022

Abraciclo e Sedecti realizaram encontro para discutir projetos de melhorias e fortalecimento do Polo de Duas Rodas instalado na Zona Franca de Manaus e que terá crescimento.

30 de junho de 2022

Transportadoras fluviais de cargas do AM podem entrar em greve por 10 dias

Sindarma afirma que uma possível paralisação das transportadoras também iria afetar o abastecimento das cargas nos estados vizinhos do Acre, Rondônia, Roraima e Pará.

30 de junho de 2022