quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Garimpo no Madeira expõe falta de alternativas no interior, diz Sidney Leite

Segundo Sidney Leite, a cadeia produtiva da mineração beneficia a mais de 38 mil famílias que trabalham na calha do Madeira, principalmente nas proximidade de Humaitá.
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Deputado Sidney Leite é o relator da MP e incluiu renovação de outorgas de rádiodifusão (Foto: Reprodução)
Deputado Sidney Leite é o relator da MP e incluiu renovação de outorgas de rádiodifusão (Foto: Reprodução) Sidney Leite espera que a audiência sirva para que Paulo Guedes e a Comissão cheguem a "um bom termo" (Foto: Reprodução)

Em pronunciamento na Câmara Federal, o deputado Sidney Leite (PSD-AM) expôs o ‘lado invisível’ do garimpo na Amazônia: a falta de alternatica econômica para cerca de 16 mil famílias que vivem às margens da calha do Madeira, no interior do Amzonas. De acordo com o parlamentar, a atividade mineradora, que se concentra principalmente nas proximidades do município de Humaitá (a 590 quilômetros de Manaus), é desenvolvida por pquenos mineradores da região, e perdura por mais de 40 anos, representando a única forma de subexistência das famílias ribeirinhas.

“Ali você não encontra grande extrator mineral. Você encontra homens e mulheres que durante longos anos trabalharam na extração da borracha e da castanha e que, sem alternativa de sobrevivência, migraram para a exploração mineral. Aquelas balsas não apareceram do nada. Aqueles homens e mulheres que estão no rio Madeira trabalham ao longo desse tempo”, defendeu.

Ainda de acordo com Sidney Leite, a cadeia produtiva da mineração da região beneficia a mais de 38 mil famílias que ali trabalham, garantindo o seu sustento, desenvolvimento econômico, gerando emprego e renda.

Na calha do rio Madeira, no município de Humaitá, 40% da economia é de resposabilidade da exploração mineral feita por pequenos mineradores. Em Manicoré, a atividade é responsável por mais de 30% da economia do município. Em Novo Aripuanã, 20%; e em Borba, a economia é representada por 15% da atividade mineral.

Além disso, o deputado amazonense ressaltou o baixo impacto ambiental da atividade, visto que, segundo ele, todo o processo é feito forma bastante rudimentar, não se utilizando, por exemplo, de grandes dragas.

“Faço um apelo às autoridades. Seja o ministro do Meio Ambiente, seja a estrutura de Polícia, que reveja esse posicionamento. Nós não podemos, enquanto amazonenses, assistir a pais e mães de família sendo tratados como bandidos”.

Texto: Lucas Raposo

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